No começo é estranho. É desesperador.
Você não sabe o que fazer.
É ruim pra caramba, uma lamúria.
Aí depois de atirar pra todos os lados você opta pelo que "sabe" fazer.
E faz.
Junta todo tipo de ornamentação possível e faz a coisa acontecer. Se esconde por detrás disso tudo.
Tem medo da exposição, de dar a cara a tapa. Se poupa.
Depois a coisa agrava porque você tem um norte.
E você a todo custo quer acertar.
Aprende com os erros da vez anterior, mas ainda assim, não arrisca. Opta novamente pelo que "sabe" fazer. E faz.
Economiza na ornamentação e coloca seu dedo, sua marca, seu estilo pessoal.
Mas ainda se esconde por detrás de tudo isso.
Corre pra lá e pra cá atrás de coisas que te ajudem, que alimentem teu imaginário, mas estes só servem pra não deixar você se arriscar.
Tudo bem.
Tem tempo.
Aí, chega um momento que você quer ter voz no negócio.
Você cansa de representar a coisa tal qual é, e dentre centenas de palavras, você escolhe aquela que lhe representa. Ponto! Estamos começando a conversar. A se arriscar.
Mas ainda assim tudo é fulgás. Você quer ter voz, mas tem medo dela.
Você não dá tempo pra tudo acontecer, você não tem um cuidado com o instrumento que lhe dará a voz. Você quer que seja rápido e passe logo.
Nesse meio tempo, você começa a pensar em desistir.
Você acha que esse tipo de coisa não é pra você, que você não vai se adaptar e que é melhor deixar pra lá. Dá uma leve agonia. Bem no fundo um desejo de: "poxa, eu queria fazer isso."
Mas o medo impede muitas coisas né.
Te trava da cabeça aos pés.
Quarenta e cinco do segundo tempo.
Ou vai ou racha. Você tem em mãos um material que lhe agrada e resolve cavocar dentro dentro dele, algo que também seja o seu discurso. Nesse tempo, você já sente maturidade com os erros anteriores e de tão cansada deles você começa a ansiar por acertar. Acertar na escolha, nos detalhes.
Planeja e realiza tudo exatamente como planejou. Isso te liberta, te abre os olhos.
Eu criei tudo isso aí?
Surgem outras oportunidades. Você fica prestes a perder o cabaço do teu bloqueio.
Relaxa, respira fundo, fecha os olhos e se entrega. Se não, não encaixa.
Você descobre que tem um corpo. Seu corpo. Único.
Um corpo. Livre de qualquer leitura estereotipada.
Seu ventre queima, seu corpo treme. Passa pela sua mente uma hipótese de loucura e por fim, você se joga do abismo. E cai. Dançando.
O final é tão desesperador quanto o começo.
A diferença é que você já se jogou do abismo. Não tem como voltar atrás.
E aí você descobre uma penca de coisas. Descobre do quanto é capaz!
Descobre que o que você faz agora, pulsa no teu corpo, acelera tua respiração e aquece da cabeça aos pés. Te faz suar por dentro, te faz suar por fora.
Essa sensação te obriga a ampliar horizontes e te dá um bem preciosíssimo: autonomia.
Você tem um corpo e está aí tudo o que você precisa pra criar.
Você tem suas inquietações, sua vivência, seu imaginário. Crie.
Faça poesia. Pire o cabeção.
Dance.
Dance Thaís.
Reúna suas inquietações e deixe o seu corpo falar.
Falando do seu quintal você se torna universal.
E você faz.
Eu fiz.
Chamei o medo pra dançar comigo.
Criei algo meu.
Poesia na minha confusão.
Arte escorria no meu rosto, deixava-me quente, em brasa!
Nunca é fácil desconstruir o que foi moldado por tanto tempo.
É difícil abrir mão dos vícios, do conforto, da comodidade.
É tenebroso, olhar pra um abismo escuro e sentir pés e mãos gelados, sabendo que uma hora ou outra você vai ter que pular.
O pulo será sua libertação.
E foi a minha.
Gradual... respeituosa. Nada a força. Tudo em seu tempo.
O vulcão contido, se alastrou.
E continuará se alastrando.
Eu creio que depois disso tudo, nunca mais serei a mesma.
Coisas, muitas delas, transpassaram-se em mim.
Fui atingida por todas elas.
Foi doloroso.
Hoje me dá prazer.
Não me cega, mas me dá possibilidades.
Me dá um corpo. Meu corpo. Só meu. Único. Potente. Criador. Grande.
Ele basta.
Não.
Nunca pensei que diria isso.
Mas nunca estive tão orgulhosa por estar devidamente desconstruída.
Nunca celebrei tanto o processo que refina a pedra bruta e tira dela o que há de melhor.
Potencializa.
Não desmerece.
Eu posso ser quem eu quiser ser do jeito que eu quiser ser onde eu quiser ser.
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Por existir pessoas que deem a martelada certeira e desconstruam pra construir.
Me sinto grande.
Ampla.
Maior.
Livre.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Nós nos contruímos com o outro.
A professora seguiu a manhã falando de relações, todo tipo delas.
Falou em como o prazer do ser humano está nas relações e fez um parâmetro um tanto quanto "clichê", mas de total concordância. Ela comparou relacionamentos afetivos com um jardim.
Aquela velha história: tenha um jardim em sua casa e esqueça de cuidar pra ver no que dá.
Caio Fernando Abreu, já escreveu sobre algo parecido. Disse que amor não resiste a tudo. Que amor é jardim e por ser jardim, enche-se de erva daninha. A amizade também, todas as formas de amor.
Eu fiquei pensando em tudo isso e fazendo algumas ligações com um papo bacana que tive com algumas pessoas no sábado a noite sobre a tal forma livre de se amar.
Confesso que na teoria, esse papo todo é absurdamente lindo e desejável. Quem não gostaria de ter tanto autocontrole a ponto de se garantir que o que você cativou é tão seu que você acaba por deixar livre pois tem confiança o bastante pra saber que se for, vai voltar... Quem não gostaria de ter maturidade suficiente pra amar sem fronteiras e ver quem você ama, amando você e mais outros... Quem não gostaria de ter tanta paz de espírito suficiente pra suprir faltas de demonstrações de afeto...
Tudo isso é maravilhoso e altamente desejável.
Eu, por exemplo, tenho tentado colocar em prática nos meus dias essa tal tranquilidade. E pra ser sincera, não tem sido nada fácil porque eu sempre fui uma pessoa que gosta de falar, de demonstrar... seja de que forma for. Viver com essa "paz de espírito" é encontrar outras formas, não tão explícitas de demonstrar afeto. A coisa é meio silenciosa, e com o silêncio eu não me dou muito bem.
Mas enfim. O discurso é todo bonito.
Confesso que desde então minhas expectativas diminuíram bastante. Queda considerável.
Chego até a me impressionar ás vezes.
Já esperei bastante por muita coisa, e se hoje espero, na pior das hipóteses, espero decepções. De tudo. De todos.
Mas, uma vez criada dentro dos princípios que calcam uma boa e bela relação afetuosa, se torna difícil mudar tudo, completamente. E eu, vez ou outra, acabo esperando mais do que a decepção.
Bom, pelo sim ou pelo não, o que me intriga nessa soltura toda é a linha entre a liberdade e a desatenção. Voltando na história do jardim, quando é que você deixa as plantas e flores tomarem seus rumos e quando é que você entra em ação pra cortar as ervas daninhas? Quando é que você deixa a natureza completar o ciclo por si só e quando é que você esquece de regar, aparar, plantar e etc?
Citando os grandes, esses dias li algo da Clarice Lispector que dizia que "estar, também é dar." No sentido da tão cobrada, presença. A autora dizia que a presença é tão importante quanto qualquer objeto material que a gente possa dar aos nossos como forma de carinho, lembrança ou forma de suprir ausências ou até sem nenhuma pretensão. Estar também é dar algo tão valioso (ou até mais valioso) quanto a materialidade, o palpável. A presença é também um presente.
A presença, o olhar direcionado, o abraço, o beijo, o aperto de mão, uma conversa, um carinho no rosto, no cabelo... Qualquer tipo de contato que te permita uma experiência sinérgica...
Há quem diga que bons relacionamentos não precisam disso pra existir, eu digo que pode ser, mas acredito no quanto a presença (no seu mais amplo sentido) pode ser potencializadora de muitas relações. Sei dos benefícios da doação mútua, do equilíbrio entre a demonstração e a liberdade (que não pode e nem deve ser confundida com abandono).
Querer estar já é mais do que suficiente.
Se adequar as necessidades do outro (se este te importa) é nobre.
Menos expectativas e mais corações abertos é portal para as borboletas pousarem, levantarem voo e voltarem... não porque estão presas, mas porque querem e gostam de ficar.
Mas ainda assim. Cuidar das flores é importante.
Borboleta não passeia em jardim mal cuidado, não rodeia flores secas...
Que os corações estejam abertos para toda percepção necessária que faça com que os jardins, floresçam!
Falou em como o prazer do ser humano está nas relações e fez um parâmetro um tanto quanto "clichê", mas de total concordância. Ela comparou relacionamentos afetivos com um jardim.
Aquela velha história: tenha um jardim em sua casa e esqueça de cuidar pra ver no que dá.
Caio Fernando Abreu, já escreveu sobre algo parecido. Disse que amor não resiste a tudo. Que amor é jardim e por ser jardim, enche-se de erva daninha. A amizade também, todas as formas de amor.
Eu fiquei pensando em tudo isso e fazendo algumas ligações com um papo bacana que tive com algumas pessoas no sábado a noite sobre a tal forma livre de se amar.
Confesso que na teoria, esse papo todo é absurdamente lindo e desejável. Quem não gostaria de ter tanto autocontrole a ponto de se garantir que o que você cativou é tão seu que você acaba por deixar livre pois tem confiança o bastante pra saber que se for, vai voltar... Quem não gostaria de ter maturidade suficiente pra amar sem fronteiras e ver quem você ama, amando você e mais outros... Quem não gostaria de ter tanta paz de espírito suficiente pra suprir faltas de demonstrações de afeto...
Tudo isso é maravilhoso e altamente desejável.
Eu, por exemplo, tenho tentado colocar em prática nos meus dias essa tal tranquilidade. E pra ser sincera, não tem sido nada fácil porque eu sempre fui uma pessoa que gosta de falar, de demonstrar... seja de que forma for. Viver com essa "paz de espírito" é encontrar outras formas, não tão explícitas de demonstrar afeto. A coisa é meio silenciosa, e com o silêncio eu não me dou muito bem.
Mas enfim. O discurso é todo bonito.
Confesso que desde então minhas expectativas diminuíram bastante. Queda considerável.
Chego até a me impressionar ás vezes.
Já esperei bastante por muita coisa, e se hoje espero, na pior das hipóteses, espero decepções. De tudo. De todos.
Mas, uma vez criada dentro dos princípios que calcam uma boa e bela relação afetuosa, se torna difícil mudar tudo, completamente. E eu, vez ou outra, acabo esperando mais do que a decepção.
Bom, pelo sim ou pelo não, o que me intriga nessa soltura toda é a linha entre a liberdade e a desatenção. Voltando na história do jardim, quando é que você deixa as plantas e flores tomarem seus rumos e quando é que você entra em ação pra cortar as ervas daninhas? Quando é que você deixa a natureza completar o ciclo por si só e quando é que você esquece de regar, aparar, plantar e etc?
Citando os grandes, esses dias li algo da Clarice Lispector que dizia que "estar, também é dar." No sentido da tão cobrada, presença. A autora dizia que a presença é tão importante quanto qualquer objeto material que a gente possa dar aos nossos como forma de carinho, lembrança ou forma de suprir ausências ou até sem nenhuma pretensão. Estar também é dar algo tão valioso (ou até mais valioso) quanto a materialidade, o palpável. A presença é também um presente.
A presença, o olhar direcionado, o abraço, o beijo, o aperto de mão, uma conversa, um carinho no rosto, no cabelo... Qualquer tipo de contato que te permita uma experiência sinérgica...
Há quem diga que bons relacionamentos não precisam disso pra existir, eu digo que pode ser, mas acredito no quanto a presença (no seu mais amplo sentido) pode ser potencializadora de muitas relações. Sei dos benefícios da doação mútua, do equilíbrio entre a demonstração e a liberdade (que não pode e nem deve ser confundida com abandono).
Querer estar já é mais do que suficiente.
Se adequar as necessidades do outro (se este te importa) é nobre.
Menos expectativas e mais corações abertos é portal para as borboletas pousarem, levantarem voo e voltarem... não porque estão presas, mas porque querem e gostam de ficar.
Mas ainda assim. Cuidar das flores é importante.
Borboleta não passeia em jardim mal cuidado, não rodeia flores secas...
Que os corações estejam abertos para toda percepção necessária que faça com que os jardins, floresçam!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Falta de.
Cada um é de um jeito, eu sei.
Mas eu não sei lidar com a falta de.
Cada um tem seu jeito de amar, mas...
Será que é tão difícil assim, demonstrar?
Alguém que demonstra espera demonstração.
A procura e a espera desta,
Fizeram-me cair
Na solidão.
Eu não sei lidar com silêncios,
Com a falta de atenção,
Com hoje sim,
Hoje não.
Se ama, vem.
Diz.
Se importe.
Mostre.
Não exagere,
Mas não se acomode.
Acabe com a falta de.
Acabe com a falta de você.
Mas eu não sei lidar com a falta de.
Cada um tem seu jeito de amar, mas...
Será que é tão difícil assim, demonstrar?
Alguém que demonstra espera demonstração.
A procura e a espera desta,
Fizeram-me cair
Na solidão.
Eu não sei lidar com silêncios,
Com a falta de atenção,
Com hoje sim,
Hoje não.
Se ama, vem.
Diz.
Se importe.
Mostre.
Não exagere,
Mas não se acomode.
Acabe com a falta de.
Acabe com a falta de você.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O muro das lamentações.
Eu estive certa durante esses seis meses.
Talvez não tão certa sobre tudo - a mente me engana bastante - mas de uma coisa ou de outra, eu já sabia.
Agi certo durante esse tempo.
Não procurei, não estiquei assuntos, evitei encontros, abraços ou qualquer outro tipo de manifestação afetiva que me mudasse o rumo.
Doía, mas era preciso. Era melhor pra mim.
Esse tempo esquivo me deu uma autossuficiência maquiada. A subtração dos encontros deram lugar a somatória da distância, não demorou muito tempo e eu quase já não sentia falta.
A situação mudava de cor quando vez ou outra o encontro acontecia.
Eu ficava feito barata tonta, tendo cautela com qualquer gesto, olhar ou palavra que denunciasse o que era pra ficar escondido. Por isso me tornei a geladeira em pessoa. Me tornei algo que nunca fui. Era melhor pra mim.
Segui meus dias tomando cautela, vigiando...
Mas pontos fracos são pontos fracos. Alma boa não se vai assim, de um dia pro outro. Não é tão simples virar a casaca e ser tornar a pessoa mais fria e egocêntrica do pedaço...
Eu quis estar ali.
Eu quis ficar mais um pouco pra te ouvir e aproveitar a companhia que eu nego há meses.
Quis e não me importei com nada além. Não existia vento gelado, cabelo bagunçado. Não existia todo o resto. Existia você.
Existia você e suas lamúrias.
As famosas lamúrias que existiam antes de você construir um muro entre nós.
De bom grado ouvi cada palavra tua. Teus questionamentos, tuas hesitações, suas conclusões... tudo.
Eu ouvia, mas por dentro, me acabava.
Eu disse todas aquelas coisas bonitas, sinceras... mas na verdade eu queria chorar, ali, de cara lavada.
Chorei.
Mas fingi que era poeira nos olhos que o vento levantou...
Discurso bacana sobre o amor que não prende, que só tem como condição o querer... Que deixe livre.
Eu te deixei livre.
Te deixei livre quando parei de questionar os motivos que te levaram a construir um muro no meio da gente.
Te deixei livre quando você não me procurou nunca mais...
Te deixei livre quando você usou do meu alento pra curar sua dor e depois disso seguiu feliz, sem se lembrar de mim.
Eu quis dizer tudo isso.
Que era dolorido demais você ali, me procurando outra vez, não pra saber de mim, mas pra chorar as dores do teu amor...
Quem sabe então pra de uma vez por todas, indagar meu comportamento suspeitoso...
Mas não.
Eu quis ficar ali e paguei por isso.
Paguei o sorriso amarelo.
O abraço chateado.
O choro contido no resto do dia.
O muro das lamentações.
Esse, o que você construiu.
Meus ombros são apenas muros.
Não são abrigos.
Eles nos separam.
Antes assim.
Que seja melhor pra mim, o que vier.
Talvez não tão certa sobre tudo - a mente me engana bastante - mas de uma coisa ou de outra, eu já sabia.
Agi certo durante esse tempo.
Não procurei, não estiquei assuntos, evitei encontros, abraços ou qualquer outro tipo de manifestação afetiva que me mudasse o rumo.
Doía, mas era preciso. Era melhor pra mim.
Esse tempo esquivo me deu uma autossuficiência maquiada. A subtração dos encontros deram lugar a somatória da distância, não demorou muito tempo e eu quase já não sentia falta.
A situação mudava de cor quando vez ou outra o encontro acontecia.
Eu ficava feito barata tonta, tendo cautela com qualquer gesto, olhar ou palavra que denunciasse o que era pra ficar escondido. Por isso me tornei a geladeira em pessoa. Me tornei algo que nunca fui. Era melhor pra mim.
Segui meus dias tomando cautela, vigiando...
Mas pontos fracos são pontos fracos. Alma boa não se vai assim, de um dia pro outro. Não é tão simples virar a casaca e ser tornar a pessoa mais fria e egocêntrica do pedaço...
Eu quis estar ali.
Eu quis ficar mais um pouco pra te ouvir e aproveitar a companhia que eu nego há meses.
Quis e não me importei com nada além. Não existia vento gelado, cabelo bagunçado. Não existia todo o resto. Existia você.
Existia você e suas lamúrias.
As famosas lamúrias que existiam antes de você construir um muro entre nós.
De bom grado ouvi cada palavra tua. Teus questionamentos, tuas hesitações, suas conclusões... tudo.
Eu ouvia, mas por dentro, me acabava.
Eu disse todas aquelas coisas bonitas, sinceras... mas na verdade eu queria chorar, ali, de cara lavada.
Chorei.
Mas fingi que era poeira nos olhos que o vento levantou...
Discurso bacana sobre o amor que não prende, que só tem como condição o querer... Que deixe livre.
Eu te deixei livre.
Te deixei livre quando parei de questionar os motivos que te levaram a construir um muro no meio da gente.
Te deixei livre quando você não me procurou nunca mais...
Te deixei livre quando você usou do meu alento pra curar sua dor e depois disso seguiu feliz, sem se lembrar de mim.
Eu quis dizer tudo isso.
Que era dolorido demais você ali, me procurando outra vez, não pra saber de mim, mas pra chorar as dores do teu amor...
Quem sabe então pra de uma vez por todas, indagar meu comportamento suspeitoso...
Mas não.
Eu quis ficar ali e paguei por isso.
Paguei o sorriso amarelo.
O abraço chateado.
O choro contido no resto do dia.
O muro das lamentações.
Esse, o que você construiu.
Meus ombros são apenas muros.
Não são abrigos.
Eles nos separam.
Antes assim.
Que seja melhor pra mim, o que vier.
sábado, 2 de novembro de 2013
Casualmente
Por isso aprendi a viver a vida assim:
sem espectativas.
As coisas acontecem.
Sem que eu me mova muito, elas acontecem quando tem que acontecer.
E são bonitas.
Primaveris.
A única condição é: estar com o coração aberto.
sem espectativas.
As coisas acontecem.
Sem que eu me mova muito, elas acontecem quando tem que acontecer.
E são bonitas.
Primaveris.
A única condição é: estar com o coração aberto.
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