"Mas é exatamente quando a gente tá cansado que o coração distrai e então a sorte vem..."
♥
segunda-feira, 7 de julho de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Insuportavelmente suportável
Era bizarro e ao mesmo tempo lindo te ouvir no telefone.
Estranhamente assustador o bem que a sua voz me faz.
Como se a canseira de um dia todo se tornasse nada.
Era bizarro e ao mesmo tempo lindo a paciência que brotou em mim ao ouvir teus lamentos,
Teus dramas, tuas cenas, tuas chateações.
Eu provocava era pra te fazer rir.
E você riu.
Várias vezes.
E o mundo cantou.
Talvez você precise prestar mais atenção nisso.
Em como o mundo canta quando você sorri.
Eu me perguntava diversas vezes: "onde é que estou enfiando a minha vida?" a resposta: no seu sorriso.
Na sua insuportável suportável presença.
Na sua beleza.
Conclui: eu quero isso pra minha vida, mesmo sem saber da duração das coisas.
Sua risada gostosa, sua chatisse, seus dramas, suas cenas e chateações.
Quero te curar de tudo isso.
E se eu não tiver remédio, quero te ouvir até tudo aliviar.
Quero te chamar de amor por diversas vezes.
Quero ser o amor.
Quero você logo aqui.
Essa é minha maior urgência. Porque eu sei que o resto, a vida há de ajeitar.
O principal, nós temos.
Você tem.
Mágica.
Você pode ser de todos os jeitos. Pode não se reconhecer.. e eu vou gostar de você mesmo assim.
É bizarro e ao mesmo tempo lindo o que você provoca em mim.
O insuportável que eu de verdade, quero suportar.
Estranhamente assustador o bem que a sua voz me faz.
Como se a canseira de um dia todo se tornasse nada.
Era bizarro e ao mesmo tempo lindo a paciência que brotou em mim ao ouvir teus lamentos,
Teus dramas, tuas cenas, tuas chateações.
Eu provocava era pra te fazer rir.
E você riu.
Várias vezes.
E o mundo cantou.
Talvez você precise prestar mais atenção nisso.
Em como o mundo canta quando você sorri.
Eu me perguntava diversas vezes: "onde é que estou enfiando a minha vida?" a resposta: no seu sorriso.
Na sua insuportável suportável presença.
Na sua beleza.
Conclui: eu quero isso pra minha vida, mesmo sem saber da duração das coisas.
Sua risada gostosa, sua chatisse, seus dramas, suas cenas e chateações.
Quero te curar de tudo isso.
E se eu não tiver remédio, quero te ouvir até tudo aliviar.
Quero te chamar de amor por diversas vezes.
Quero ser o amor.
Quero você logo aqui.
Essa é minha maior urgência. Porque eu sei que o resto, a vida há de ajeitar.
O principal, nós temos.
Você tem.
Mágica.
Você pode ser de todos os jeitos. Pode não se reconhecer.. e eu vou gostar de você mesmo assim.
É bizarro e ao mesmo tempo lindo o que você provoca em mim.
O insuportável que eu de verdade, quero suportar.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Calmante
A saudade não me deixa dormir.
É pedir muito ter você aqui? Eu não sentia essas vontades há tempos.
Você apareceu e provocou tudo. Todo querer.
Conto as horas, os dias... quero você comigo.
Ser pra você, tudo o que precisa.
Te dizer repetidas vezes o tamanho da sua beleza.
Descansar meus olhos nos teus.
Você veio e me deixou assim.
Feliz.
É pedir muito ter você aqui? Eu não sentia essas vontades há tempos.
Você apareceu e provocou tudo. Todo querer.
Conto as horas, os dias... quero você comigo.
Ser pra você, tudo o que precisa.
Te dizer repetidas vezes o tamanho da sua beleza.
Descansar meus olhos nos teus.
Você veio e me deixou assim.
Feliz.
Rosa
Eu tive o prazer de acender um cigarro e fumar na janela do quarto, que dá vista pra uma avenida movimentada. Tive o prazer de chorar ali depois de tantas palavras duras e pesadas feito pedras.
Me permiti desaguar, limpar a alma pra aí então ter o que dizer ou não ter.
Resolvi ter o que dizer, mesmo ponderando minimamente os benefícios do meu silêncio. Não sou uma pessoa silênciosa e você sabe bem disso.
Se calo, algo de mal existe ali.
O que tenho pra dizer é bem simples e direto.
É bem mais fácil pra mim encarar o que aconteceu como "podagem" do nosso jardim. Se for pra ele continuar a florescer, que seja. Que sejam bem vindas as pedras. Vou usá-las como enfeite no jardim e que me tragam boas lembranças.
Me lembrei da rosa do pequeno príncipe.
Ele fugiu de seu planeta por estar chateado com ela e precisou conhecer outros pra enfim concluir que a sua - apesar dos pesares - era única no mundo pra ele.
Eu no entanto não quero fugir pra concluir o que eu sei. Apesar dos pesares. É o coração que insiste. A vida nos faz desistir.
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou"
Enfim.
Deixo esse trecho do livro e peço que leia.
http://www.cirac.org/Principe/Ch21-pt.htm
A dor passou, a terra tá molhada outra vez e podemos semear.
Você é única no mundo.
Me permiti desaguar, limpar a alma pra aí então ter o que dizer ou não ter.
Resolvi ter o que dizer, mesmo ponderando minimamente os benefícios do meu silêncio. Não sou uma pessoa silênciosa e você sabe bem disso.
Se calo, algo de mal existe ali.
O que tenho pra dizer é bem simples e direto.
É bem mais fácil pra mim encarar o que aconteceu como "podagem" do nosso jardim. Se for pra ele continuar a florescer, que seja. Que sejam bem vindas as pedras. Vou usá-las como enfeite no jardim e que me tragam boas lembranças.
Me lembrei da rosa do pequeno príncipe.
Ele fugiu de seu planeta por estar chateado com ela e precisou conhecer outros pra enfim concluir que a sua - apesar dos pesares - era única no mundo pra ele.
Eu no entanto não quero fugir pra concluir o que eu sei. Apesar dos pesares. É o coração que insiste. A vida nos faz desistir.
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou"
Enfim.
Deixo esse trecho do livro e peço que leia.
http://www.cirac.org/Principe/Ch21-pt.htm
A dor passou, a terra tá molhada outra vez e podemos semear.
Você é única no mundo.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Às vésperas de um show que eu ouço e vejo todos os dias.
Demorei pra sintetizar todas as sensações (como se isso fosse possível) por querer ter o poder de falar de todas elas. Aviso que falharei. Que uma ou outra escaparão da minha análise. Não por falta de atenção, mas por serem inomináveis. Conhecidas apenas por quem ousa senti-las. E daí por diante nomeá-las da forma como quiserem pra que o outro possa tentar saber como é a experiência antes de vivencia-la
É fácil escutar um CD.
Você compra porque gosta, porque alguém te indicou, porque viu na TV ou por qualquer outro motivo, coloca-o no rádio, no computador ou em qualquer outro player e escuta. Da sua forma. A música embala a atividade que você faz ao mesmo tempo. As músicas acabam, você guarda o CD feliz com a aquisição.
É difícil ouvir um CD.
Você espera há meses por seu lançamento, porque gosta. Porque quer ouvir o que é que dessa vez o cantor vai falar, vai cantar. Que som novo é esse que os instrumentos vão tocar. Era mais ou menos essa a espera.
Saí da aula na noite do tal lançamento do CD pela internet. Pedi desculpas aos amigos pois naquela sexta-feira eu não os acompanharia. Fui correndo pra casa, pro meu quarto e ajeitei tudo como se preparasse o espaço pra um ritual, um acontecimento. Abri o notbook, entrei no site que automaticamente começou a reproduzir uma nova canção e fiquei por ali, deitada, com os olhos voltados pra tela. Me desculpem a minuciosidade dos detalhes, mas eles são extremamente necessários pra que a narrativa seja ao menos, sensorial.
Durante o som novo, imagens. Uma invadindo a outra. O universo, o mar, a lua as folhas, o coqueiro, os rostos... Um universo paralelo se abrindo ali, à duas palmas do meu rosto, refletindo em mim.
Tudo me agradando imensamente. Não porque eu sou fã. Não qualifico o som que ouço pelo grau de admiração do artista, mas sim pelas sensações que ela me traz. O frio na barriga a cada faixa que tocava, as borboletas que voavam em mim. As letras, os acordes, os arranjos, as vozes ... O "jeito de tocar o coração" que o artista encontra, faz com que todos esses detalhes sejam pontes pra admira-lo.
O chão que de fato desmorona nos "us" de "Alento" e a sensação da queda livre enquanto você dança, a singeleza de "De Graça" que, depois de ouvida, permeia todos os dias, pedindo pra desfrutar a graça de viver, as imagens que "Temporal" trazem à mente, como se de fato estivesse vendo o temporal, as bruxas, a lua, o mar... A voz da Laura acompanhada de um crescente musical que sussurra "acorda" em meus ouvidos depois de um tempo dizendo "Tudo bem, Tanto Faz", a coragem que "Nada a Ver" inspira quando falta a coragem de dizer que a entrega também é felicidade. "A Vida é Bélica", minha mais nova relação de amor, o alguém que tenta nos falar, que está além de mim, de nós e que nos ouve, provando que não falamos sozinhos, que não estamos sozinhos... que o silêncio é revelador. Não há quem saia ileso do amor depois de ouvir "O Melhor da Vida", música de fechar os olhos e dançar de rosto colado com alguém, de dois pra lá, dois pra cá, voltinhas e sorrisos... "Um de Nós" e "Pra Gente se Desprender" são tiros na alma... O recomeço depois da ferida, curadas pelas melodias, pelos instrumentos, pela orquestra de variedades, pela voz aguda, crescente e infinita... É melancolia, mas não o tempo todo. É tristeza necessária pra nascer poesia. É poesia quando Deus invoca de tirá-la de mim, são as asas do beija flor batendo, bem lentas no teto branco do meu quarto, que se tornou geleira, que virou mar, universo, e me desprendeu dali...E que me levou pra outro lugar. Que levou o beija-flor pra descansar aos acordes de "Feito Pra Acabar", o novo que vinha ao meu encontro em uma melodia sobreposta. Imersão. Quebra brusca na viagem e nas lágrimas quando ouço 'para de chorar' em "Julieta", o sorriso manhoso que a mente cria, aquele, entre os lençóis, de "manhã - ãhã - nhã- ãhã" em "Sorriso Madeira", a sutileza infantil, inocente, sincera em "Só Eu Sou Eu" que cria o desejo de estar naquele coro que relembra que cada um é um ser de luz e a lisergia em "9 Luas", todo o conjunto de letra e melodia que proporciona um passeio, lento por todas elas, como se flutuasse, e uma confissão que vira desejo, missão, no fim da viagem: "dividir..."
A música termina e os pulmões pedem ar como que voltassem a superfície depois de um mergulho profundo. O estado corporal depois desse acontecimento, me perdoem, é inominável. Eu fiquei olhando pra parede branca por minutos. De fato tinha voltado de um outro universo. A alma saiu pra passear e estava de novo em mim.
Foi uma experiência porosa que deixou os poros abertos por dias! Que alimentou minha sensibilidade e mostrou que a transcendência nunca nos foge, nós é que ficamos indispostos à ela. De fato, um tempo pairou no outro, instrumentais que transformavam sentimentos universais em meus e vice-versa. Nada como um humano pra entender o humano, pra falar do humano, pra cantar do humano. A música é tão poderosa quanto qualquer droga alternativa que nos amplie horizontes.
Eu ficaria horas tentando tecer sensações mesmo sem estar imbuída de conhecimentos técnicos. Porém, acredito que essas são suficientes. Tempo existirá para que muitas outras surjam e sejam compartilhadas. Elas já estão indo e vindo por aí nas ondas sonoras.
Música da alma. Daquelas que impregna depois que ouve e não vai embora depois do banho, depois da noite, depois das estações. Ela fica.
Hoje, ás vésperas de um show que eu não vou, concluo de uma vez e por todas que não é Deus quem nos tira a poesia, discordando de Adélia Prado, nós é que ás vezes deixamos de enxergá-la. Tua música tem o poder de trazer poesia para os dias de cegueira. Teu CD tem a capacidade de nos presentear com um show de imagens e sensações que eu posso ouvir e ver todos os dias em qualquer lugar. E eu não exagero. Basta conversar ou ler coisas de alguém que já ouviu pra saber que não exagero.
Basta que estejamos de coração aberto. Essa é a única condição. O restante, a música faz por si.
Que a vida sempre sopre sobre nós os bons ventos, que curem a cegueira pra que possamos enxergar além do que vemos, sentir além do que sentimos. Pra que façamos e sejamos arte. Pra que essa arte te atravesse, me atravesse e atravesse tantos outros, residentes do céu no chão.
"De Graça" vem com tudo. Não se esquive.
Você compra porque gosta, porque alguém te indicou, porque viu na TV ou por qualquer outro motivo, coloca-o no rádio, no computador ou em qualquer outro player e escuta. Da sua forma. A música embala a atividade que você faz ao mesmo tempo. As músicas acabam, você guarda o CD feliz com a aquisição.
É difícil ouvir um CD.
Você espera há meses por seu lançamento, porque gosta. Porque quer ouvir o que é que dessa vez o cantor vai falar, vai cantar. Que som novo é esse que os instrumentos vão tocar. Era mais ou menos essa a espera.
Saí da aula na noite do tal lançamento do CD pela internet. Pedi desculpas aos amigos pois naquela sexta-feira eu não os acompanharia. Fui correndo pra casa, pro meu quarto e ajeitei tudo como se preparasse o espaço pra um ritual, um acontecimento. Abri o notbook, entrei no site que automaticamente começou a reproduzir uma nova canção e fiquei por ali, deitada, com os olhos voltados pra tela. Me desculpem a minuciosidade dos detalhes, mas eles são extremamente necessários pra que a narrativa seja ao menos, sensorial.
Durante o som novo, imagens. Uma invadindo a outra. O universo, o mar, a lua as folhas, o coqueiro, os rostos... Um universo paralelo se abrindo ali, à duas palmas do meu rosto, refletindo em mim.
Tudo me agradando imensamente. Não porque eu sou fã. Não qualifico o som que ouço pelo grau de admiração do artista, mas sim pelas sensações que ela me traz. O frio na barriga a cada faixa que tocava, as borboletas que voavam em mim. As letras, os acordes, os arranjos, as vozes ... O "jeito de tocar o coração" que o artista encontra, faz com que todos esses detalhes sejam pontes pra admira-lo.
O chão que de fato desmorona nos "us" de "Alento" e a sensação da queda livre enquanto você dança, a singeleza de "De Graça" que, depois de ouvida, permeia todos os dias, pedindo pra desfrutar a graça de viver, as imagens que "Temporal" trazem à mente, como se de fato estivesse vendo o temporal, as bruxas, a lua, o mar... A voz da Laura acompanhada de um crescente musical que sussurra "acorda" em meus ouvidos depois de um tempo dizendo "Tudo bem, Tanto Faz", a coragem que "Nada a Ver" inspira quando falta a coragem de dizer que a entrega também é felicidade. "A Vida é Bélica", minha mais nova relação de amor, o alguém que tenta nos falar, que está além de mim, de nós e que nos ouve, provando que não falamos sozinhos, que não estamos sozinhos... que o silêncio é revelador. Não há quem saia ileso do amor depois de ouvir "O Melhor da Vida", música de fechar os olhos e dançar de rosto colado com alguém, de dois pra lá, dois pra cá, voltinhas e sorrisos... "Um de Nós" e "Pra Gente se Desprender" são tiros na alma... O recomeço depois da ferida, curadas pelas melodias, pelos instrumentos, pela orquestra de variedades, pela voz aguda, crescente e infinita... É melancolia, mas não o tempo todo. É tristeza necessária pra nascer poesia. É poesia quando Deus invoca de tirá-la de mim, são as asas do beija flor batendo, bem lentas no teto branco do meu quarto, que se tornou geleira, que virou mar, universo, e me desprendeu dali...E que me levou pra outro lugar. Que levou o beija-flor pra descansar aos acordes de "Feito Pra Acabar", o novo que vinha ao meu encontro em uma melodia sobreposta. Imersão. Quebra brusca na viagem e nas lágrimas quando ouço 'para de chorar' em "Julieta", o sorriso manhoso que a mente cria, aquele, entre os lençóis, de "manhã - ãhã - nhã- ãhã" em "Sorriso Madeira", a sutileza infantil, inocente, sincera em "Só Eu Sou Eu" que cria o desejo de estar naquele coro que relembra que cada um é um ser de luz e a lisergia em "9 Luas", todo o conjunto de letra e melodia que proporciona um passeio, lento por todas elas, como se flutuasse, e uma confissão que vira desejo, missão, no fim da viagem: "dividir..."
A música termina e os pulmões pedem ar como que voltassem a superfície depois de um mergulho profundo. O estado corporal depois desse acontecimento, me perdoem, é inominável. Eu fiquei olhando pra parede branca por minutos. De fato tinha voltado de um outro universo. A alma saiu pra passear e estava de novo em mim.
Foi uma experiência porosa que deixou os poros abertos por dias! Que alimentou minha sensibilidade e mostrou que a transcendência nunca nos foge, nós é que ficamos indispostos à ela. De fato, um tempo pairou no outro, instrumentais que transformavam sentimentos universais em meus e vice-versa. Nada como um humano pra entender o humano, pra falar do humano, pra cantar do humano. A música é tão poderosa quanto qualquer droga alternativa que nos amplie horizontes.
Eu ficaria horas tentando tecer sensações mesmo sem estar imbuída de conhecimentos técnicos. Porém, acredito que essas são suficientes. Tempo existirá para que muitas outras surjam e sejam compartilhadas. Elas já estão indo e vindo por aí nas ondas sonoras.
Música da alma. Daquelas que impregna depois que ouve e não vai embora depois do banho, depois da noite, depois das estações. Ela fica.
Hoje, ás vésperas de um show que eu não vou, concluo de uma vez e por todas que não é Deus quem nos tira a poesia, discordando de Adélia Prado, nós é que ás vezes deixamos de enxergá-la. Tua música tem o poder de trazer poesia para os dias de cegueira. Teu CD tem a capacidade de nos presentear com um show de imagens e sensações que eu posso ouvir e ver todos os dias em qualquer lugar. E eu não exagero. Basta conversar ou ler coisas de alguém que já ouviu pra saber que não exagero.
Basta que estejamos de coração aberto. Essa é a única condição. O restante, a música faz por si.
Que a vida sempre sopre sobre nós os bons ventos, que curem a cegueira pra que possamos enxergar além do que vemos, sentir além do que sentimos. Pra que façamos e sejamos arte. Pra que essa arte te atravesse, me atravesse e atravesse tantos outros, residentes do céu no chão.
"De Graça" vem com tudo. Não se esquive.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Eu sou uma pessoa de muitos amores.
Me apaixono fácil.
Por dentro e por fora de alguém.
Os olhos me convidam e se eu mergulho, dificilmente volto a superfície ilesa.
Invento amores quando eles não me correspondem e acabo sendo feliz em minha ilusão, amando, amando...
Porém, se a situação é inversa e se o amor me sorri: pimba! O que já era vulnerável se torna entrega. Eu não penso duas vezes antes. A razão fica gritando em meus ouvidos vivências passadas, me impõe medo, mas eu não ligo, me arrisco.
Todo cuidado é pouco e minha única cautela é em não repetir erros cometidos. Erros não funcionam com ninguém.
A sintonia é total.
Eu amo inteira. De pensar quando acordo e quando durmo. De dar o meu melhor. De usar o meu melhor pra fazer o amor sorrir.
As noites seguem em insônia provocada pelo desejo que me apressa.
Vira e mexe eu me deparo com alguém que bagunça tudo.
Que venha o que vier e o que tiver de ser.
Que venha o que me faça ficar ainda mais apaixonada por várias vidas feitas em duas.
Por dentro e por fora de alguém.
Os olhos me convidam e se eu mergulho, dificilmente volto a superfície ilesa.
Invento amores quando eles não me correspondem e acabo sendo feliz em minha ilusão, amando, amando...
Porém, se a situação é inversa e se o amor me sorri: pimba! O que já era vulnerável se torna entrega. Eu não penso duas vezes antes. A razão fica gritando em meus ouvidos vivências passadas, me impõe medo, mas eu não ligo, me arrisco.
Todo cuidado é pouco e minha única cautela é em não repetir erros cometidos. Erros não funcionam com ninguém.
A sintonia é total.
Eu amo inteira. De pensar quando acordo e quando durmo. De dar o meu melhor. De usar o meu melhor pra fazer o amor sorrir.
As noites seguem em insônia provocada pelo desejo que me apressa.
Vira e mexe eu me deparo com alguém que bagunça tudo.
Que venha o que vier e o que tiver de ser.
Que venha o que me faça ficar ainda mais apaixonada por várias vidas feitas em duas.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Queria que soubessse.
Eu iria fazer aqui uma introdução, mas a vontade de ser direta, não me deixa.
Eu vim falar sobre você. E não é porque não nos vemos mais todos os dias, porque ainda assim eu iria ter inspiração pra escrever. É porque me deu vontade. É porque, depois daquele comentário do "é porque vocês se amam demais" - eu senti um amor imenso. Uma sorte imensa.
Sorte de ter tua atenção, teu amor e carinho.
Sorte de ter você com todas suas qualidades e defeitos.
Sorte de você dizer que me ama de qualquer maneira.
Queria te dizer isso: que eu tenho sorte. Que você é uma das mulheres mais incríveis que eu já conheci nessa minha vida. Que gosto do teu sorriso, da sua voz cantada, da sua opinião, da sua inteligência, da sua curiosidade, dos seus cabelos, das tuas tatuagens, da cor da tua pele, do teu desespero, da tua ansiedade, da tua paz, da tua liberdade, da passadinha de mão no meu rosto, da sua risada, da sua concentração, da sua irritação, da forma como você lida com a vida..
Eu gosto.
Gosto e me apaixono por tudo isso e por você todas as vezes.
E quero que você se lembre disso todas as vezes que se olhar no espelho.
Se teu gosto por si mesma não for suficiente, lembre-se do meu, do que me faz gostar de você.
Você é personagem para minhas boas histórias.
Real em minha vida.
Te amo, morena.
Eu vim falar sobre você. E não é porque não nos vemos mais todos os dias, porque ainda assim eu iria ter inspiração pra escrever. É porque me deu vontade. É porque, depois daquele comentário do "é porque vocês se amam demais" - eu senti um amor imenso. Uma sorte imensa.
Sorte de ter tua atenção, teu amor e carinho.
Sorte de ter você com todas suas qualidades e defeitos.
Sorte de você dizer que me ama de qualquer maneira.
Queria te dizer isso: que eu tenho sorte. Que você é uma das mulheres mais incríveis que eu já conheci nessa minha vida. Que gosto do teu sorriso, da sua voz cantada, da sua opinião, da sua inteligência, da sua curiosidade, dos seus cabelos, das tuas tatuagens, da cor da tua pele, do teu desespero, da tua ansiedade, da tua paz, da tua liberdade, da passadinha de mão no meu rosto, da sua risada, da sua concentração, da sua irritação, da forma como você lida com a vida..
Eu gosto.
Gosto e me apaixono por tudo isso e por você todas as vezes.
E quero que você se lembre disso todas as vezes que se olhar no espelho.
Se teu gosto por si mesma não for suficiente, lembre-se do meu, do que me faz gostar de você.
Você é personagem para minhas boas histórias.
Real em minha vida.
Te amo, morena.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Não aos (artistas) atores sagrados. (BOAL, 1977, p.17)
"Não existem "atletas": todos os homens são atléticos e há que desenvolver as potencialidades de todos, e não só de alguns eleitos que se especializam, enquanto os outros ficam relegados a simples espectadores." (Boal, Augusto, 1977, p.17)
Há dois anos atrás, quando comecei a me interessar pelo teatro popular, político, mais precisamente pelo Teatro do Oprimido de Augusto Boal, procurei lugares pelo Brasil onde eu pudesse fazer cursos, oficinas ou workshops pra saber mais sobre o assunto.
Natural. Todo artista que quer conhecer ou se especializar em algo procura fontes na busca de saciar sua sede por aprendizado e experiência. Encontrei alguns lugares, especialmente o CTO (Centro de Teatro do Oprimido) localizado no Rio de Janeiro, um centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia específica do Teatro do Oprimido. Lá são oferecidos cursos, workshops, leituras dramáticas... Todas envolvendo o legado de Augusto Boal.
Lembro que fiquei encantada com tudo e busquei por mais informações pra embarcar até o espaço "Boalviano". Nesse espaço de tempo, uma antiga chefe da biblioteca que eu trabalhava, sabendo do meu interesse sobre o assunto, me deu uma revista da SBAT, número especial que falava sobre o Boal e na revista, uma matéria sobre o CTO. Me lembro do meu entusiasmo que foi rapidamente ferido quando li algo do tipo "o curso não se destina à atores profissionais ou que possuem algum tipo de formação..." Tudo bem. Eu não era profissional, mas estava em uma escola de formação de atores há três anos, ou seja, teria acabado ali meu anseio por algo que eu nem tinha começado a me aventurar?
Felizmente segui minhas pesquisas sobre o assunto, mas nunca tirando da mente que talvez eu não pudesse vivenciar o método em um dos locais que eu tanto queria.
Dando um salto no tempo: em 2012, deparei-me com um assunto que até então eu conhecia só de ouvir falar, o tal do: "Fisique". A porra do porte físico específico para algum papel/personagem, agora tinha nome. Vou exemplificar para que possam entender melhor (por mais que o exemplo seja tosco, porém possível de acontecer) : A menina gorda não pode fazer o papel de princesa encantada porque é gorda. O tipo físico da atriz não convém ao tipo físico da personagem e foda-se se a atriz é dedicada na atuação. Prefere-se alguém que corresponda ao tipo físico da personagem.
Fui redundante no exemplo porque a devolutiva que obtive quando contestei tal "método" foi tão redundante quando. Ou seja, é isso e ponto.
Me lembro que fiquei louca. Quis desistir. Quiseram me confundir, dizendo que mesquinha era eu que não dava valor ao papel que me cabia. Que eu era quem tinha mania por liderança, por foco. Egocêntrica era eu.
Quase me confundiram.
A verdade era que eu via uma eleição. Onde apenas alguns eram eleitos para desfrutarem dos prazeres do "desenvolvimento de potencialidades" , enquanto outros (inclusive eu) éramos deixados de lado com: "o que você fizer, está bom." Encurtando a conversa, eu e os outros "exilados" do prazer teatral, fizemos do exílio fonte pra criação e motivo pra amadurecimento. Crescemos, demos a volta por cima e finalizamos o trabalho com a dignidade de quem descobriu seus potenciais amparados daqueles que também foram julgados incapazes. O trabalho foi concluído com sucesso, mas cheio das cicatrizes.
Outro salto no tempo: 2013.
Nesse ano eu conheci um teatro que permitia e potencializava todo e qualquer corpo em cena.
Até o meu, cheio das cicatrizes do ano anterior. Celebrei! Pela primeira vez em anos o teatro pulsou em minhas veias, aumentando meus batimentos cardíacos, deixando meu rosto corado, meu corpo suado, e ainda assim: eu estava linda em cena, eu era linda em cena, porque eu era eu.
Conheci pessoas maravilhosas, abertas, libertas, generosas. Mas como bem já disse o samba: "Laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem marimbondo no pé" - Tive o desgosto de conhecer dentro desse campo maravilhoso, pessoas que eram só palavras e intenções. Falsos profetas do teatro libertador.
Tudo era lindo.
O engajamento políco-artístico, a dança, o corpo, a beleza, a voz, as intenções a predestinação de ser artista desde o berço.
Tudo era podre.
Hipocrisia em todos os sentidos. Hipocrisia tamanha que destruía com toda e qualquer qualidade ou engajamento "artístico" visto até então. Se é que posso dizer, artístico.
Porém, apesar dos pesares, não desisti do que me libertou e me liberta. Acredito piamente que as boas intenções, acompanhadas de boas ações serão o antídoto pra tanta prepotência e hipocrisia. Vai chegar um momento (e está chegando) que o teatro não caberá nos umbigos dos atores sagrados desde o ventre materno.
Felizmente minha decepção com a possível ida do CTO no Rio de Janeiro teve um bonito fim. Precisei de algumas conclusões pessoais que recolhi nesses anos fazendo teatro e palavras do próprio criador do método do teatro do oprimido que agora descansa e acompanha seu legado teatral de algum lugar desse mundo. Quero compartilhar tais palavras com vocês:
"Primeiro NÃO: nãos aos "atores sagrados" preparados desde crianças para o seu sacerdócio; mas SIM ás técnicas que ajudem qualquer pessoa a utilizar o teatro como meio válido de comunicação. (...) SIM à arte de representar como manifestação possível para todos os homens (não existem 'atletas': todos os homens são atléticos e há que desenvolver as potencialidades de todos, e não só de alguns eleitos que se especializam, enquanto outros ficam relegados a simples espectadores) (...) qualquer pessoa pode começar a fazer teatro quando sentir necessidade disso. (...) A alfabetização teatral é necessária porque é uma forma de comunicação muito poderosa e útil nas transformações sociais. (...) há que utilizar todas as formas possíveis para promover a libertação; (...) NÃO aos 'atores sagrados'. Não estou contra os profissionais. Mas estou contra o fato de as representações se limitarem a profissionais! Todos devem representar!" (BOAL, 1977, p.17)
Sobre os meus estudos que com toda certeza continuarão no próximo ano, digo que é feito para aqueles que desejam MULTIPLICAR seus frutos, na árdua e possível missão do progresso social, da identificação dos opressores e libertação dos oprimidos, sendo o opressor você mesmo ou o seu próximo. Do teatro que trata o espectador como elemento fundamental da comunicação e o faz ativo. Pronto para atuar e mudar, seja ele ator ou não.
Sobre o triste método - que por mais passado que seja, ainda sobrevive - do físico ideal para qualquer linguagem artística, e sobre os falsos profetas da libertação teatral - artística - , digo pra que tomem cuidado. O método e os profetas são dissipadores de uma opressão interna que, quando não cuidada, te bloqueia pra sempre. Não existe isso. Não existe corpo "certo" ou "errado". Seu corpo é um templo! É seu. Sua abertura para experenciar é conquista de uma jornada.
Não importa se você é branco, negro, gordo, magro, de cabelo liso ou cacheado, alto, baixo, se manca, se é leve ou pesado, se tem olhos claros ou escuros, sorriso perfeito ou não, funcionário ou bancado por alguém ... NÃO IMPORTA NADA.
Importa sua disposição para experenciar e sua dedicação.
Importa você disseminar o que te libertou e não fazer disso, bomba de ar pro teu ego.
Não é provar para os outros, é provar para si mesmo e mostrar que é possível. Que o seu corpo é escada e não obstáculo.
Por ter sido alvo um dia e quase ter desistido do que me desperta todos os dias é que não aceito qualquer tipo de opressão. Principalmente as de cara lavada disfarçadas de boas intenções.
Por isso coloco a boca no trombone e digo: se você quer você pode, independentemente de qualquer coisa.
Eu quis e fiz.
Eu quero e continuo fazendo.
O mundo precisa de nós.
A arte precisa de nós.
Avante atores "profanos".
Há dois anos atrás, quando comecei a me interessar pelo teatro popular, político, mais precisamente pelo Teatro do Oprimido de Augusto Boal, procurei lugares pelo Brasil onde eu pudesse fazer cursos, oficinas ou workshops pra saber mais sobre o assunto.
Natural. Todo artista que quer conhecer ou se especializar em algo procura fontes na busca de saciar sua sede por aprendizado e experiência. Encontrei alguns lugares, especialmente o CTO (Centro de Teatro do Oprimido) localizado no Rio de Janeiro, um centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia específica do Teatro do Oprimido. Lá são oferecidos cursos, workshops, leituras dramáticas... Todas envolvendo o legado de Augusto Boal.
Lembro que fiquei encantada com tudo e busquei por mais informações pra embarcar até o espaço "Boalviano". Nesse espaço de tempo, uma antiga chefe da biblioteca que eu trabalhava, sabendo do meu interesse sobre o assunto, me deu uma revista da SBAT, número especial que falava sobre o Boal e na revista, uma matéria sobre o CTO. Me lembro do meu entusiasmo que foi rapidamente ferido quando li algo do tipo "o curso não se destina à atores profissionais ou que possuem algum tipo de formação..." Tudo bem. Eu não era profissional, mas estava em uma escola de formação de atores há três anos, ou seja, teria acabado ali meu anseio por algo que eu nem tinha começado a me aventurar?
Felizmente segui minhas pesquisas sobre o assunto, mas nunca tirando da mente que talvez eu não pudesse vivenciar o método em um dos locais que eu tanto queria.
Dando um salto no tempo: em 2012, deparei-me com um assunto que até então eu conhecia só de ouvir falar, o tal do: "Fisique". A porra do porte físico específico para algum papel/personagem, agora tinha nome. Vou exemplificar para que possam entender melhor (por mais que o exemplo seja tosco, porém possível de acontecer) : A menina gorda não pode fazer o papel de princesa encantada porque é gorda. O tipo físico da atriz não convém ao tipo físico da personagem e foda-se se a atriz é dedicada na atuação. Prefere-se alguém que corresponda ao tipo físico da personagem.
Fui redundante no exemplo porque a devolutiva que obtive quando contestei tal "método" foi tão redundante quando. Ou seja, é isso e ponto.
Me lembro que fiquei louca. Quis desistir. Quiseram me confundir, dizendo que mesquinha era eu que não dava valor ao papel que me cabia. Que eu era quem tinha mania por liderança, por foco. Egocêntrica era eu.
Quase me confundiram.
A verdade era que eu via uma eleição. Onde apenas alguns eram eleitos para desfrutarem dos prazeres do "desenvolvimento de potencialidades" , enquanto outros (inclusive eu) éramos deixados de lado com: "o que você fizer, está bom." Encurtando a conversa, eu e os outros "exilados" do prazer teatral, fizemos do exílio fonte pra criação e motivo pra amadurecimento. Crescemos, demos a volta por cima e finalizamos o trabalho com a dignidade de quem descobriu seus potenciais amparados daqueles que também foram julgados incapazes. O trabalho foi concluído com sucesso, mas cheio das cicatrizes.
Outro salto no tempo: 2013.
Nesse ano eu conheci um teatro que permitia e potencializava todo e qualquer corpo em cena.
Até o meu, cheio das cicatrizes do ano anterior. Celebrei! Pela primeira vez em anos o teatro pulsou em minhas veias, aumentando meus batimentos cardíacos, deixando meu rosto corado, meu corpo suado, e ainda assim: eu estava linda em cena, eu era linda em cena, porque eu era eu.
Conheci pessoas maravilhosas, abertas, libertas, generosas. Mas como bem já disse o samba: "Laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem marimbondo no pé" - Tive o desgosto de conhecer dentro desse campo maravilhoso, pessoas que eram só palavras e intenções. Falsos profetas do teatro libertador.
Tudo era lindo.
O engajamento políco-artístico, a dança, o corpo, a beleza, a voz, as intenções a predestinação de ser artista desde o berço.
Tudo era podre.
Hipocrisia em todos os sentidos. Hipocrisia tamanha que destruía com toda e qualquer qualidade ou engajamento "artístico" visto até então. Se é que posso dizer, artístico.
Porém, apesar dos pesares, não desisti do que me libertou e me liberta. Acredito piamente que as boas intenções, acompanhadas de boas ações serão o antídoto pra tanta prepotência e hipocrisia. Vai chegar um momento (e está chegando) que o teatro não caberá nos umbigos dos atores sagrados desde o ventre materno.
Felizmente minha decepção com a possível ida do CTO no Rio de Janeiro teve um bonito fim. Precisei de algumas conclusões pessoais que recolhi nesses anos fazendo teatro e palavras do próprio criador do método do teatro do oprimido que agora descansa e acompanha seu legado teatral de algum lugar desse mundo. Quero compartilhar tais palavras com vocês:
"Primeiro NÃO: nãos aos "atores sagrados" preparados desde crianças para o seu sacerdócio; mas SIM ás técnicas que ajudem qualquer pessoa a utilizar o teatro como meio válido de comunicação. (...) SIM à arte de representar como manifestação possível para todos os homens (não existem 'atletas': todos os homens são atléticos e há que desenvolver as potencialidades de todos, e não só de alguns eleitos que se especializam, enquanto outros ficam relegados a simples espectadores) (...) qualquer pessoa pode começar a fazer teatro quando sentir necessidade disso. (...) A alfabetização teatral é necessária porque é uma forma de comunicação muito poderosa e útil nas transformações sociais. (...) há que utilizar todas as formas possíveis para promover a libertação; (...) NÃO aos 'atores sagrados'. Não estou contra os profissionais. Mas estou contra o fato de as representações se limitarem a profissionais! Todos devem representar!" (BOAL, 1977, p.17)
Sobre os meus estudos que com toda certeza continuarão no próximo ano, digo que é feito para aqueles que desejam MULTIPLICAR seus frutos, na árdua e possível missão do progresso social, da identificação dos opressores e libertação dos oprimidos, sendo o opressor você mesmo ou o seu próximo. Do teatro que trata o espectador como elemento fundamental da comunicação e o faz ativo. Pronto para atuar e mudar, seja ele ator ou não.
Sobre o triste método - que por mais passado que seja, ainda sobrevive - do físico ideal para qualquer linguagem artística, e sobre os falsos profetas da libertação teatral - artística - , digo pra que tomem cuidado. O método e os profetas são dissipadores de uma opressão interna que, quando não cuidada, te bloqueia pra sempre. Não existe isso. Não existe corpo "certo" ou "errado". Seu corpo é um templo! É seu. Sua abertura para experenciar é conquista de uma jornada.
Não importa se você é branco, negro, gordo, magro, de cabelo liso ou cacheado, alto, baixo, se manca, se é leve ou pesado, se tem olhos claros ou escuros, sorriso perfeito ou não, funcionário ou bancado por alguém ... NÃO IMPORTA NADA.
Importa sua disposição para experenciar e sua dedicação.
Importa você disseminar o que te libertou e não fazer disso, bomba de ar pro teu ego.
Não é provar para os outros, é provar para si mesmo e mostrar que é possível. Que o seu corpo é escada e não obstáculo.
Por ter sido alvo um dia e quase ter desistido do que me desperta todos os dias é que não aceito qualquer tipo de opressão. Principalmente as de cara lavada disfarçadas de boas intenções.
Por isso coloco a boca no trombone e digo: se você quer você pode, independentemente de qualquer coisa.
Eu quis e fiz.
Eu quero e continuo fazendo.
O mundo precisa de nós.
A arte precisa de nós.
Avante atores "profanos".
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Devida e orgulhosamente... desconstruída.
No começo é estranho. É desesperador.
Você não sabe o que fazer.
É ruim pra caramba, uma lamúria.
Aí depois de atirar pra todos os lados você opta pelo que "sabe" fazer.
E faz.
Junta todo tipo de ornamentação possível e faz a coisa acontecer. Se esconde por detrás disso tudo.
Tem medo da exposição, de dar a cara a tapa. Se poupa.
Depois a coisa agrava porque você tem um norte.
E você a todo custo quer acertar.
Aprende com os erros da vez anterior, mas ainda assim, não arrisca. Opta novamente pelo que "sabe" fazer. E faz.
Economiza na ornamentação e coloca seu dedo, sua marca, seu estilo pessoal.
Mas ainda se esconde por detrás de tudo isso.
Corre pra lá e pra cá atrás de coisas que te ajudem, que alimentem teu imaginário, mas estes só servem pra não deixar você se arriscar.
Tudo bem.
Tem tempo.
Aí, chega um momento que você quer ter voz no negócio.
Você cansa de representar a coisa tal qual é, e dentre centenas de palavras, você escolhe aquela que lhe representa. Ponto! Estamos começando a conversar. A se arriscar.
Mas ainda assim tudo é fulgás. Você quer ter voz, mas tem medo dela.
Você não dá tempo pra tudo acontecer, você não tem um cuidado com o instrumento que lhe dará a voz. Você quer que seja rápido e passe logo.
Nesse meio tempo, você começa a pensar em desistir.
Você acha que esse tipo de coisa não é pra você, que você não vai se adaptar e que é melhor deixar pra lá. Dá uma leve agonia. Bem no fundo um desejo de: "poxa, eu queria fazer isso."
Mas o medo impede muitas coisas né.
Te trava da cabeça aos pés.
Quarenta e cinco do segundo tempo.
Ou vai ou racha. Você tem em mãos um material que lhe agrada e resolve cavocar dentro dentro dele, algo que também seja o seu discurso. Nesse tempo, você já sente maturidade com os erros anteriores e de tão cansada deles você começa a ansiar por acertar. Acertar na escolha, nos detalhes.
Planeja e realiza tudo exatamente como planejou. Isso te liberta, te abre os olhos.
Eu criei tudo isso aí?
Surgem outras oportunidades. Você fica prestes a perder o cabaço do teu bloqueio.
Relaxa, respira fundo, fecha os olhos e se entrega. Se não, não encaixa.
Você descobre que tem um corpo. Seu corpo. Único.
Um corpo. Livre de qualquer leitura estereotipada.
Seu ventre queima, seu corpo treme. Passa pela sua mente uma hipótese de loucura e por fim, você se joga do abismo. E cai. Dançando.
O final é tão desesperador quanto o começo.
A diferença é que você já se jogou do abismo. Não tem como voltar atrás.
E aí você descobre uma penca de coisas. Descobre do quanto é capaz!
Descobre que o que você faz agora, pulsa no teu corpo, acelera tua respiração e aquece da cabeça aos pés. Te faz suar por dentro, te faz suar por fora.
Essa sensação te obriga a ampliar horizontes e te dá um bem preciosíssimo: autonomia.
Você tem um corpo e está aí tudo o que você precisa pra criar.
Você tem suas inquietações, sua vivência, seu imaginário. Crie.
Faça poesia. Pire o cabeção.
Dance.
Dance Thaís.
Reúna suas inquietações e deixe o seu corpo falar.
Falando do seu quintal você se torna universal.
E você faz.
Eu fiz.
Chamei o medo pra dançar comigo.
Criei algo meu.
Poesia na minha confusão.
Arte escorria no meu rosto, deixava-me quente, em brasa!
Nunca é fácil desconstruir o que foi moldado por tanto tempo.
É difícil abrir mão dos vícios, do conforto, da comodidade.
É tenebroso, olhar pra um abismo escuro e sentir pés e mãos gelados, sabendo que uma hora ou outra você vai ter que pular.
O pulo será sua libertação.
E foi a minha.
Gradual... respeituosa. Nada a força. Tudo em seu tempo.
O vulcão contido, se alastrou.
E continuará se alastrando.
Eu creio que depois disso tudo, nunca mais serei a mesma.
Coisas, muitas delas, transpassaram-se em mim.
Fui atingida por todas elas.
Foi doloroso.
Hoje me dá prazer.
Não me cega, mas me dá possibilidades.
Me dá um corpo. Meu corpo. Só meu. Único. Potente. Criador. Grande.
Ele basta.
Não.
Nunca pensei que diria isso.
Mas nunca estive tão orgulhosa por estar devidamente desconstruída.
Nunca celebrei tanto o processo que refina a pedra bruta e tira dela o que há de melhor.
Potencializa.
Não desmerece.
Eu posso ser quem eu quiser ser do jeito que eu quiser ser onde eu quiser ser.
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Por existir pessoas que deem a martelada certeira e desconstruam pra construir.
Me sinto grande.
Ampla.
Maior.
Livre.
Você não sabe o que fazer.
É ruim pra caramba, uma lamúria.
Aí depois de atirar pra todos os lados você opta pelo que "sabe" fazer.
E faz.
Junta todo tipo de ornamentação possível e faz a coisa acontecer. Se esconde por detrás disso tudo.
Tem medo da exposição, de dar a cara a tapa. Se poupa.
Depois a coisa agrava porque você tem um norte.
E você a todo custo quer acertar.
Aprende com os erros da vez anterior, mas ainda assim, não arrisca. Opta novamente pelo que "sabe" fazer. E faz.
Economiza na ornamentação e coloca seu dedo, sua marca, seu estilo pessoal.
Mas ainda se esconde por detrás de tudo isso.
Corre pra lá e pra cá atrás de coisas que te ajudem, que alimentem teu imaginário, mas estes só servem pra não deixar você se arriscar.
Tudo bem.
Tem tempo.
Aí, chega um momento que você quer ter voz no negócio.
Você cansa de representar a coisa tal qual é, e dentre centenas de palavras, você escolhe aquela que lhe representa. Ponto! Estamos começando a conversar. A se arriscar.
Mas ainda assim tudo é fulgás. Você quer ter voz, mas tem medo dela.
Você não dá tempo pra tudo acontecer, você não tem um cuidado com o instrumento que lhe dará a voz. Você quer que seja rápido e passe logo.
Nesse meio tempo, você começa a pensar em desistir.
Você acha que esse tipo de coisa não é pra você, que você não vai se adaptar e que é melhor deixar pra lá. Dá uma leve agonia. Bem no fundo um desejo de: "poxa, eu queria fazer isso."
Mas o medo impede muitas coisas né.
Te trava da cabeça aos pés.
Quarenta e cinco do segundo tempo.
Ou vai ou racha. Você tem em mãos um material que lhe agrada e resolve cavocar dentro dentro dele, algo que também seja o seu discurso. Nesse tempo, você já sente maturidade com os erros anteriores e de tão cansada deles você começa a ansiar por acertar. Acertar na escolha, nos detalhes.
Planeja e realiza tudo exatamente como planejou. Isso te liberta, te abre os olhos.
Eu criei tudo isso aí?
Surgem outras oportunidades. Você fica prestes a perder o cabaço do teu bloqueio.
Relaxa, respira fundo, fecha os olhos e se entrega. Se não, não encaixa.
Você descobre que tem um corpo. Seu corpo. Único.
Um corpo. Livre de qualquer leitura estereotipada.
Seu ventre queima, seu corpo treme. Passa pela sua mente uma hipótese de loucura e por fim, você se joga do abismo. E cai. Dançando.
O final é tão desesperador quanto o começo.
A diferença é que você já se jogou do abismo. Não tem como voltar atrás.
E aí você descobre uma penca de coisas. Descobre do quanto é capaz!
Descobre que o que você faz agora, pulsa no teu corpo, acelera tua respiração e aquece da cabeça aos pés. Te faz suar por dentro, te faz suar por fora.
Essa sensação te obriga a ampliar horizontes e te dá um bem preciosíssimo: autonomia.
Você tem um corpo e está aí tudo o que você precisa pra criar.
Você tem suas inquietações, sua vivência, seu imaginário. Crie.
Faça poesia. Pire o cabeção.
Dance.
Dance Thaís.
Reúna suas inquietações e deixe o seu corpo falar.
Falando do seu quintal você se torna universal.
E você faz.
Eu fiz.
Chamei o medo pra dançar comigo.
Criei algo meu.
Poesia na minha confusão.
Arte escorria no meu rosto, deixava-me quente, em brasa!
Nunca é fácil desconstruir o que foi moldado por tanto tempo.
É difícil abrir mão dos vícios, do conforto, da comodidade.
É tenebroso, olhar pra um abismo escuro e sentir pés e mãos gelados, sabendo que uma hora ou outra você vai ter que pular.
O pulo será sua libertação.
E foi a minha.
Gradual... respeituosa. Nada a força. Tudo em seu tempo.
O vulcão contido, se alastrou.
E continuará se alastrando.
Eu creio que depois disso tudo, nunca mais serei a mesma.
Coisas, muitas delas, transpassaram-se em mim.
Fui atingida por todas elas.
Foi doloroso.
Hoje me dá prazer.
Não me cega, mas me dá possibilidades.
Me dá um corpo. Meu corpo. Só meu. Único. Potente. Criador. Grande.
Ele basta.
Não.
Nunca pensei que diria isso.
Mas nunca estive tão orgulhosa por estar devidamente desconstruída.
Nunca celebrei tanto o processo que refina a pedra bruta e tira dela o que há de melhor.
Potencializa.
Não desmerece.
Eu posso ser quem eu quiser ser do jeito que eu quiser ser onde eu quiser ser.
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Por existir pessoas que deem a martelada certeira e desconstruam pra construir.
Me sinto grande.
Ampla.
Maior.
Livre.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Nós nos contruímos com o outro.
A professora seguiu a manhã falando de relações, todo tipo delas.
Falou em como o prazer do ser humano está nas relações e fez um parâmetro um tanto quanto "clichê", mas de total concordância. Ela comparou relacionamentos afetivos com um jardim.
Aquela velha história: tenha um jardim em sua casa e esqueça de cuidar pra ver no que dá.
Caio Fernando Abreu, já escreveu sobre algo parecido. Disse que amor não resiste a tudo. Que amor é jardim e por ser jardim, enche-se de erva daninha. A amizade também, todas as formas de amor.
Eu fiquei pensando em tudo isso e fazendo algumas ligações com um papo bacana que tive com algumas pessoas no sábado a noite sobre a tal forma livre de se amar.
Confesso que na teoria, esse papo todo é absurdamente lindo e desejável. Quem não gostaria de ter tanto autocontrole a ponto de se garantir que o que você cativou é tão seu que você acaba por deixar livre pois tem confiança o bastante pra saber que se for, vai voltar... Quem não gostaria de ter maturidade suficiente pra amar sem fronteiras e ver quem você ama, amando você e mais outros... Quem não gostaria de ter tanta paz de espírito suficiente pra suprir faltas de demonstrações de afeto...
Tudo isso é maravilhoso e altamente desejável.
Eu, por exemplo, tenho tentado colocar em prática nos meus dias essa tal tranquilidade. E pra ser sincera, não tem sido nada fácil porque eu sempre fui uma pessoa que gosta de falar, de demonstrar... seja de que forma for. Viver com essa "paz de espírito" é encontrar outras formas, não tão explícitas de demonstrar afeto. A coisa é meio silenciosa, e com o silêncio eu não me dou muito bem.
Mas enfim. O discurso é todo bonito.
Confesso que desde então minhas expectativas diminuíram bastante. Queda considerável.
Chego até a me impressionar ás vezes.
Já esperei bastante por muita coisa, e se hoje espero, na pior das hipóteses, espero decepções. De tudo. De todos.
Mas, uma vez criada dentro dos princípios que calcam uma boa e bela relação afetuosa, se torna difícil mudar tudo, completamente. E eu, vez ou outra, acabo esperando mais do que a decepção.
Bom, pelo sim ou pelo não, o que me intriga nessa soltura toda é a linha entre a liberdade e a desatenção. Voltando na história do jardim, quando é que você deixa as plantas e flores tomarem seus rumos e quando é que você entra em ação pra cortar as ervas daninhas? Quando é que você deixa a natureza completar o ciclo por si só e quando é que você esquece de regar, aparar, plantar e etc?
Citando os grandes, esses dias li algo da Clarice Lispector que dizia que "estar, também é dar." No sentido da tão cobrada, presença. A autora dizia que a presença é tão importante quanto qualquer objeto material que a gente possa dar aos nossos como forma de carinho, lembrança ou forma de suprir ausências ou até sem nenhuma pretensão. Estar também é dar algo tão valioso (ou até mais valioso) quanto a materialidade, o palpável. A presença é também um presente.
A presença, o olhar direcionado, o abraço, o beijo, o aperto de mão, uma conversa, um carinho no rosto, no cabelo... Qualquer tipo de contato que te permita uma experiência sinérgica...
Há quem diga que bons relacionamentos não precisam disso pra existir, eu digo que pode ser, mas acredito no quanto a presença (no seu mais amplo sentido) pode ser potencializadora de muitas relações. Sei dos benefícios da doação mútua, do equilíbrio entre a demonstração e a liberdade (que não pode e nem deve ser confundida com abandono).
Querer estar já é mais do que suficiente.
Se adequar as necessidades do outro (se este te importa) é nobre.
Menos expectativas e mais corações abertos é portal para as borboletas pousarem, levantarem voo e voltarem... não porque estão presas, mas porque querem e gostam de ficar.
Mas ainda assim. Cuidar das flores é importante.
Borboleta não passeia em jardim mal cuidado, não rodeia flores secas...
Que os corações estejam abertos para toda percepção necessária que faça com que os jardins, floresçam!
Falou em como o prazer do ser humano está nas relações e fez um parâmetro um tanto quanto "clichê", mas de total concordância. Ela comparou relacionamentos afetivos com um jardim.
Aquela velha história: tenha um jardim em sua casa e esqueça de cuidar pra ver no que dá.
Caio Fernando Abreu, já escreveu sobre algo parecido. Disse que amor não resiste a tudo. Que amor é jardim e por ser jardim, enche-se de erva daninha. A amizade também, todas as formas de amor.
Eu fiquei pensando em tudo isso e fazendo algumas ligações com um papo bacana que tive com algumas pessoas no sábado a noite sobre a tal forma livre de se amar.
Confesso que na teoria, esse papo todo é absurdamente lindo e desejável. Quem não gostaria de ter tanto autocontrole a ponto de se garantir que o que você cativou é tão seu que você acaba por deixar livre pois tem confiança o bastante pra saber que se for, vai voltar... Quem não gostaria de ter maturidade suficiente pra amar sem fronteiras e ver quem você ama, amando você e mais outros... Quem não gostaria de ter tanta paz de espírito suficiente pra suprir faltas de demonstrações de afeto...
Tudo isso é maravilhoso e altamente desejável.
Eu, por exemplo, tenho tentado colocar em prática nos meus dias essa tal tranquilidade. E pra ser sincera, não tem sido nada fácil porque eu sempre fui uma pessoa que gosta de falar, de demonstrar... seja de que forma for. Viver com essa "paz de espírito" é encontrar outras formas, não tão explícitas de demonstrar afeto. A coisa é meio silenciosa, e com o silêncio eu não me dou muito bem.
Mas enfim. O discurso é todo bonito.
Confesso que desde então minhas expectativas diminuíram bastante. Queda considerável.
Chego até a me impressionar ás vezes.
Já esperei bastante por muita coisa, e se hoje espero, na pior das hipóteses, espero decepções. De tudo. De todos.
Mas, uma vez criada dentro dos princípios que calcam uma boa e bela relação afetuosa, se torna difícil mudar tudo, completamente. E eu, vez ou outra, acabo esperando mais do que a decepção.
Bom, pelo sim ou pelo não, o que me intriga nessa soltura toda é a linha entre a liberdade e a desatenção. Voltando na história do jardim, quando é que você deixa as plantas e flores tomarem seus rumos e quando é que você entra em ação pra cortar as ervas daninhas? Quando é que você deixa a natureza completar o ciclo por si só e quando é que você esquece de regar, aparar, plantar e etc?
Citando os grandes, esses dias li algo da Clarice Lispector que dizia que "estar, também é dar." No sentido da tão cobrada, presença. A autora dizia que a presença é tão importante quanto qualquer objeto material que a gente possa dar aos nossos como forma de carinho, lembrança ou forma de suprir ausências ou até sem nenhuma pretensão. Estar também é dar algo tão valioso (ou até mais valioso) quanto a materialidade, o palpável. A presença é também um presente.
A presença, o olhar direcionado, o abraço, o beijo, o aperto de mão, uma conversa, um carinho no rosto, no cabelo... Qualquer tipo de contato que te permita uma experiência sinérgica...
Há quem diga que bons relacionamentos não precisam disso pra existir, eu digo que pode ser, mas acredito no quanto a presença (no seu mais amplo sentido) pode ser potencializadora de muitas relações. Sei dos benefícios da doação mútua, do equilíbrio entre a demonstração e a liberdade (que não pode e nem deve ser confundida com abandono).
Querer estar já é mais do que suficiente.
Se adequar as necessidades do outro (se este te importa) é nobre.
Menos expectativas e mais corações abertos é portal para as borboletas pousarem, levantarem voo e voltarem... não porque estão presas, mas porque querem e gostam de ficar.
Mas ainda assim. Cuidar das flores é importante.
Borboleta não passeia em jardim mal cuidado, não rodeia flores secas...
Que os corações estejam abertos para toda percepção necessária que faça com que os jardins, floresçam!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Falta de.
Cada um é de um jeito, eu sei.
Mas eu não sei lidar com a falta de.
Cada um tem seu jeito de amar, mas...
Será que é tão difícil assim, demonstrar?
Alguém que demonstra espera demonstração.
A procura e a espera desta,
Fizeram-me cair
Na solidão.
Eu não sei lidar com silêncios,
Com a falta de atenção,
Com hoje sim,
Hoje não.
Se ama, vem.
Diz.
Se importe.
Mostre.
Não exagere,
Mas não se acomode.
Acabe com a falta de.
Acabe com a falta de você.
Mas eu não sei lidar com a falta de.
Cada um tem seu jeito de amar, mas...
Será que é tão difícil assim, demonstrar?
Alguém que demonstra espera demonstração.
A procura e a espera desta,
Fizeram-me cair
Na solidão.
Eu não sei lidar com silêncios,
Com a falta de atenção,
Com hoje sim,
Hoje não.
Se ama, vem.
Diz.
Se importe.
Mostre.
Não exagere,
Mas não se acomode.
Acabe com a falta de.
Acabe com a falta de você.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O muro das lamentações.
Eu estive certa durante esses seis meses.
Talvez não tão certa sobre tudo - a mente me engana bastante - mas de uma coisa ou de outra, eu já sabia.
Agi certo durante esse tempo.
Não procurei, não estiquei assuntos, evitei encontros, abraços ou qualquer outro tipo de manifestação afetiva que me mudasse o rumo.
Doía, mas era preciso. Era melhor pra mim.
Esse tempo esquivo me deu uma autossuficiência maquiada. A subtração dos encontros deram lugar a somatória da distância, não demorou muito tempo e eu quase já não sentia falta.
A situação mudava de cor quando vez ou outra o encontro acontecia.
Eu ficava feito barata tonta, tendo cautela com qualquer gesto, olhar ou palavra que denunciasse o que era pra ficar escondido. Por isso me tornei a geladeira em pessoa. Me tornei algo que nunca fui. Era melhor pra mim.
Segui meus dias tomando cautela, vigiando...
Mas pontos fracos são pontos fracos. Alma boa não se vai assim, de um dia pro outro. Não é tão simples virar a casaca e ser tornar a pessoa mais fria e egocêntrica do pedaço...
Eu quis estar ali.
Eu quis ficar mais um pouco pra te ouvir e aproveitar a companhia que eu nego há meses.
Quis e não me importei com nada além. Não existia vento gelado, cabelo bagunçado. Não existia todo o resto. Existia você.
Existia você e suas lamúrias.
As famosas lamúrias que existiam antes de você construir um muro entre nós.
De bom grado ouvi cada palavra tua. Teus questionamentos, tuas hesitações, suas conclusões... tudo.
Eu ouvia, mas por dentro, me acabava.
Eu disse todas aquelas coisas bonitas, sinceras... mas na verdade eu queria chorar, ali, de cara lavada.
Chorei.
Mas fingi que era poeira nos olhos que o vento levantou...
Discurso bacana sobre o amor que não prende, que só tem como condição o querer... Que deixe livre.
Eu te deixei livre.
Te deixei livre quando parei de questionar os motivos que te levaram a construir um muro no meio da gente.
Te deixei livre quando você não me procurou nunca mais...
Te deixei livre quando você usou do meu alento pra curar sua dor e depois disso seguiu feliz, sem se lembrar de mim.
Eu quis dizer tudo isso.
Que era dolorido demais você ali, me procurando outra vez, não pra saber de mim, mas pra chorar as dores do teu amor...
Quem sabe então pra de uma vez por todas, indagar meu comportamento suspeitoso...
Mas não.
Eu quis ficar ali e paguei por isso.
Paguei o sorriso amarelo.
O abraço chateado.
O choro contido no resto do dia.
O muro das lamentações.
Esse, o que você construiu.
Meus ombros são apenas muros.
Não são abrigos.
Eles nos separam.
Antes assim.
Que seja melhor pra mim, o que vier.
Talvez não tão certa sobre tudo - a mente me engana bastante - mas de uma coisa ou de outra, eu já sabia.
Agi certo durante esse tempo.
Não procurei, não estiquei assuntos, evitei encontros, abraços ou qualquer outro tipo de manifestação afetiva que me mudasse o rumo.
Doía, mas era preciso. Era melhor pra mim.
Esse tempo esquivo me deu uma autossuficiência maquiada. A subtração dos encontros deram lugar a somatória da distância, não demorou muito tempo e eu quase já não sentia falta.
A situação mudava de cor quando vez ou outra o encontro acontecia.
Eu ficava feito barata tonta, tendo cautela com qualquer gesto, olhar ou palavra que denunciasse o que era pra ficar escondido. Por isso me tornei a geladeira em pessoa. Me tornei algo que nunca fui. Era melhor pra mim.
Segui meus dias tomando cautela, vigiando...
Mas pontos fracos são pontos fracos. Alma boa não se vai assim, de um dia pro outro. Não é tão simples virar a casaca e ser tornar a pessoa mais fria e egocêntrica do pedaço...
Eu quis estar ali.
Eu quis ficar mais um pouco pra te ouvir e aproveitar a companhia que eu nego há meses.
Quis e não me importei com nada além. Não existia vento gelado, cabelo bagunçado. Não existia todo o resto. Existia você.
Existia você e suas lamúrias.
As famosas lamúrias que existiam antes de você construir um muro entre nós.
De bom grado ouvi cada palavra tua. Teus questionamentos, tuas hesitações, suas conclusões... tudo.
Eu ouvia, mas por dentro, me acabava.
Eu disse todas aquelas coisas bonitas, sinceras... mas na verdade eu queria chorar, ali, de cara lavada.
Chorei.
Mas fingi que era poeira nos olhos que o vento levantou...
Discurso bacana sobre o amor que não prende, que só tem como condição o querer... Que deixe livre.
Eu te deixei livre.
Te deixei livre quando parei de questionar os motivos que te levaram a construir um muro no meio da gente.
Te deixei livre quando você não me procurou nunca mais...
Te deixei livre quando você usou do meu alento pra curar sua dor e depois disso seguiu feliz, sem se lembrar de mim.
Eu quis dizer tudo isso.
Que era dolorido demais você ali, me procurando outra vez, não pra saber de mim, mas pra chorar as dores do teu amor...
Quem sabe então pra de uma vez por todas, indagar meu comportamento suspeitoso...
Mas não.
Eu quis ficar ali e paguei por isso.
Paguei o sorriso amarelo.
O abraço chateado.
O choro contido no resto do dia.
O muro das lamentações.
Esse, o que você construiu.
Meus ombros são apenas muros.
Não são abrigos.
Eles nos separam.
Antes assim.
Que seja melhor pra mim, o que vier.
sábado, 2 de novembro de 2013
Casualmente
Por isso aprendi a viver a vida assim:
sem espectativas.
As coisas acontecem.
Sem que eu me mova muito, elas acontecem quando tem que acontecer.
E são bonitas.
Primaveris.
A única condição é: estar com o coração aberto.
sem espectativas.
As coisas acontecem.
Sem que eu me mova muito, elas acontecem quando tem que acontecer.
E são bonitas.
Primaveris.
A única condição é: estar com o coração aberto.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Não vou me adaptar.
Eu gosto de quem se importa.
Eu gosto de quem demonstra que se importa.
Eu espero.
Espero dos outros.
Espero retorno.
O mínimo que seja, ou então o que eu penso merecer.
Mas o retorno não vem.
Eu cansei de dizer o contrário e pregar uma auto-suficiência que não existe.
Infelizmente quem vos fala sobre de uma infinita carência de atenção que não é suprida com amor próprio. Eu preciso sempre amar os outros.
O que vem pegando de uns tempos pra cá é um sentir-se de canto, escanteio.
Não procurada, não requisitada, ultrapassada.
Acho que fui doce demais e enjoaram.
Acho que tentei tanto da forma mais bonita que sei, que estraguei.
Convivo todos os dias com um nó na garganta que não desata.
Acho que desaprendi a manter relações.
Acho que não sei mais ser amiga de ninguém.
Acho que me perdi.
Acho que minha mente está me engolindo.
Eu gosto de quem demonstra que se importa.
Eu espero.
Espero dos outros.
Espero retorno.
O mínimo que seja, ou então o que eu penso merecer.
Mas o retorno não vem.
Eu cansei de dizer o contrário e pregar uma auto-suficiência que não existe.
Infelizmente quem vos fala sobre de uma infinita carência de atenção que não é suprida com amor próprio. Eu preciso sempre amar os outros.
O que vem pegando de uns tempos pra cá é um sentir-se de canto, escanteio.
Não procurada, não requisitada, ultrapassada.
Acho que fui doce demais e enjoaram.
Acho que tentei tanto da forma mais bonita que sei, que estraguei.
Convivo todos os dias com um nó na garganta que não desata.
Acho que desaprendi a manter relações.
Acho que não sei mais ser amiga de ninguém.
Acho que me perdi.
Acho que minha mente está me engolindo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
É porque não tenho outro espaço.
Não, eu não te odeio.
Não, eu não tenho inveja de você.
Não, eu não torço pra que as coisas deem errado e pra que você não seja feliz.
Sim, um dia eu já gostei muito de você.
Sim, eu queria voltar a gostar muito de você.
Sim, apesar das circunstâncias, e com toda a sinceridade de quem se importa e não fala apenas por convenção: eu quero que as coisas deem certo pra você e que você realmente seja feliz, porque o que tenho visto até então, são idas e vindas de um sorriso inconstante de quem "perdeu" muita gente que te servia de apoio.
O que acontece é que devido a circunstâncias (que você conhece e que não conhece) eu fui perdendo a confiança e a vontade. Eu de fato passei uma borracha nas circunstâncias que nos distanciaram, mas outras, vindas de outras razões, me afastaram ainda mais.
Um ponto a menos pra mim que definitivamente não sei resolver o mal resolvido e prefiro o distanciamento ao invés de uma boa conversa. Mas foi isso, apenas isso.
Assim como qualquer outra pessoa, também acho que você possui mil qualidades e mil defeitos.
Mas assim como qualquer outro amigo, sempre estive aberta a te aceitar da forma que você é.
Talvez o meu maior defeito seja me importar.
Com as pessoas, com as opiniões e com o mundo ao meu redor.
Mas, se mesmo depois de tantas circunstâncias, algo ainda me instiga e faz com que eu me importe com teus pensamentos, com as tuas opiniões e com a tua pessoa, deve ser que de fato a nossa história não acabe por aqui.
Porém, se as coisas não voltarem a ser como eram antes, ou se elas não se tornarem melhores e tudo ficar como está, quero apenas que saiba de uma vez por todas e não alimente pensamentos contrários:
Não te odeio, não te invejo, não desejo teu mal.
Pelo contrário, da boca de quem um dia muito já te prezou: por admirar tanto a tua personalidade e por de certa forma te conhecer, é que quero que sua vida seja feita de certezas, de constâncias... e por conhecer seus anseios, que de certa forma se parecem com os meus, é que desejo que eles sejam supridos, realizados e que o sorriso faça parte do teu ser.
Que fiquemos em paz.
Com o mundo, com nós mesmos e entre nós mesmos.
E que saibamos que o que existe entre eu e você são desejos infindáveis de boas vibrações e um carinho, fruto de um passado memorável.
Te abraço!
Não, eu não tenho inveja de você.
Não, eu não torço pra que as coisas deem errado e pra que você não seja feliz.
Sim, um dia eu já gostei muito de você.
Sim, eu queria voltar a gostar muito de você.
Sim, apesar das circunstâncias, e com toda a sinceridade de quem se importa e não fala apenas por convenção: eu quero que as coisas deem certo pra você e que você realmente seja feliz, porque o que tenho visto até então, são idas e vindas de um sorriso inconstante de quem "perdeu" muita gente que te servia de apoio.
O que acontece é que devido a circunstâncias (que você conhece e que não conhece) eu fui perdendo a confiança e a vontade. Eu de fato passei uma borracha nas circunstâncias que nos distanciaram, mas outras, vindas de outras razões, me afastaram ainda mais.
Um ponto a menos pra mim que definitivamente não sei resolver o mal resolvido e prefiro o distanciamento ao invés de uma boa conversa. Mas foi isso, apenas isso.
Assim como qualquer outra pessoa, também acho que você possui mil qualidades e mil defeitos.
Mas assim como qualquer outro amigo, sempre estive aberta a te aceitar da forma que você é.
Talvez o meu maior defeito seja me importar.
Com as pessoas, com as opiniões e com o mundo ao meu redor.
Mas, se mesmo depois de tantas circunstâncias, algo ainda me instiga e faz com que eu me importe com teus pensamentos, com as tuas opiniões e com a tua pessoa, deve ser que de fato a nossa história não acabe por aqui.
Porém, se as coisas não voltarem a ser como eram antes, ou se elas não se tornarem melhores e tudo ficar como está, quero apenas que saiba de uma vez por todas e não alimente pensamentos contrários:
Não te odeio, não te invejo, não desejo teu mal.
Pelo contrário, da boca de quem um dia muito já te prezou: por admirar tanto a tua personalidade e por de certa forma te conhecer, é que quero que sua vida seja feita de certezas, de constâncias... e por conhecer seus anseios, que de certa forma se parecem com os meus, é que desejo que eles sejam supridos, realizados e que o sorriso faça parte do teu ser.
Que fiquemos em paz.
Com o mundo, com nós mesmos e entre nós mesmos.
E que saibamos que o que existe entre eu e você são desejos infindáveis de boas vibrações e um carinho, fruto de um passado memorável.
Te abraço!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Considerações...
Eu disse pra mim, que ia fazer outro blog. E até quero. Tem muita coisa aqui, que eu quero deixar por aqui e não levar pro meu novo ano. Acontece que até agora, maior que minha vontade de reescrever é a minha preguiça, que permanece..
De uns dias pra cá, tenho percebido o quanto a vida é grande e o quanto nós somos pequenos e breves. Perdi um tio com 28 anos. E isso gerou uma cratera imensa dentro de mim. Um tio, um irmão, um pai de um Caio de 4 anos.. dias depois, mais de 200 jovens morrem vivendo e hoje, nesse exato momento, me deparo com uma das mortes mais sentidas do Brasil todo... a do nosso eterno cazuza.
Digo que tenho passado por dias onde tenho aprendido a aceitar as condições que a vida nos dá e que não nos resta outra saída a não ser viver, mesmo não sabendo onde isso vai dar. Tenho chorado todas as noites antes de dormir, pensado no meu tio e no último sorriso que ele me deu dentro daquele caminhão, tenho pensado na vida desses jovens, tenho pensado na minha vida e na vida dos meus. O que me toma é um medo e uma vontade da vida. Medo de me perder e perder os meus. Medo do fim nos encontrar. E vontade de viver. Viver da melhor forma possível e fazer valer a minha pequenez..
Não acho justo a vida levar quem eu amo e me deixar aqui.. isso é egoísta, eu sei. Há quem diga que é dádiva ainda estarmos aqui, porém, a vida não é feita só de festas, sorrisos, amigos, amores e blablabla... Pra qualquer um a vida também é um pouco dolorosa... e eu, ouvi dizer que morrer não dói.
Enfim. Ainda estou aqui.
E acredito que os dias que se sucedem a esses acontecimentos intensos e profundos, serão de pura aprendizagem e me servirão como lupa, pra enxergar aquelas pequeníssimas coisas, pelas quais valem a pena viver. Infelizmente, a gente, ou melhor, eu, só passo a enxergá-las, mediante a acontecimentos que me choquem e me façam enxergar que a vida é muito mais, em todos os aspectos..
Boa noite!
De uns dias pra cá, tenho percebido o quanto a vida é grande e o quanto nós somos pequenos e breves. Perdi um tio com 28 anos. E isso gerou uma cratera imensa dentro de mim. Um tio, um irmão, um pai de um Caio de 4 anos.. dias depois, mais de 200 jovens morrem vivendo e hoje, nesse exato momento, me deparo com uma das mortes mais sentidas do Brasil todo... a do nosso eterno cazuza.
Digo que tenho passado por dias onde tenho aprendido a aceitar as condições que a vida nos dá e que não nos resta outra saída a não ser viver, mesmo não sabendo onde isso vai dar. Tenho chorado todas as noites antes de dormir, pensado no meu tio e no último sorriso que ele me deu dentro daquele caminhão, tenho pensado na vida desses jovens, tenho pensado na minha vida e na vida dos meus. O que me toma é um medo e uma vontade da vida. Medo de me perder e perder os meus. Medo do fim nos encontrar. E vontade de viver. Viver da melhor forma possível e fazer valer a minha pequenez..
Não acho justo a vida levar quem eu amo e me deixar aqui.. isso é egoísta, eu sei. Há quem diga que é dádiva ainda estarmos aqui, porém, a vida não é feita só de festas, sorrisos, amigos, amores e blablabla... Pra qualquer um a vida também é um pouco dolorosa... e eu, ouvi dizer que morrer não dói.
Enfim. Ainda estou aqui.
E acredito que os dias que se sucedem a esses acontecimentos intensos e profundos, serão de pura aprendizagem e me servirão como lupa, pra enxergar aquelas pequeníssimas coisas, pelas quais valem a pena viver. Infelizmente, a gente, ou melhor, eu, só passo a enxergá-las, mediante a acontecimentos que me choquem e me façam enxergar que a vida é muito mais, em todos os aspectos..
Boa noite!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Não sei namorar
Quando eu tinha sei lá, meus 14 pra 15 anos eu cantava em alto em bom som: "já sei namorar, já sei beijar de lingua agora só me resta sonhar" e blablabla. Achava um máximo! Era como se eu estivesse anunciando minha "liberdade" aos quatro cantos. Mal sabia eu que liberdade mesmo, eu só ia conhecer muito depois.
Hoje, cinco anos depois a história se inverte. Com a tal liberdade em mãos, o que acontece é exatamente o contrário. Não sei namorar. Ou melhor, não sei paquerar. Alguém aí ainda sabe? É que de uns tempos pra cá a coisa ficou mais prática, não é? Prática e rápida. Não se tem mais tempo pra olhar, das indiretas, demonstrar interesse e tudo mais. Hoje em dia é Oi? Tudo bem? E pimba! Hahahaha
E se for falar em sexo casual então? Vishe.. aí a coisa complica.
O lance é que, restam poucas pessoas que ainda dão valor ao processo que antecede o beijo e até o sexo.. eu ainda prezo muito essa antecedencia, porém, a gente acaba sendo meio atingido né? E quando percebe, priorizamos esse sistema rápido e fácil que existe hoje em dia de conhecer alguém.
Aí paro pra pensar: quero conquistar alguém. Ok! Mas, como conquistar? O que fazer? Como eu fazia? Como era?
Triste realidade viu.. mas não vou desistir. Aos poucos vou me lembrando e a vida vai me ajudando.
Tudo no seu tempo. Sem apressar as coisas.. até porque eu ando bem preguiçosa dessa história de conquistar, que só me rende tristeza depois, rs.
Ah! Mudei um pouco o blog.
Não que eu não acredite mais nas questões freudianas. Mas é que agora, o tempo é outro.
Já passei pelo que devia passar e logo surgirá um novo ciclo!
Boa noite.
Hoje, cinco anos depois a história se inverte. Com a tal liberdade em mãos, o que acontece é exatamente o contrário. Não sei namorar. Ou melhor, não sei paquerar. Alguém aí ainda sabe? É que de uns tempos pra cá a coisa ficou mais prática, não é? Prática e rápida. Não se tem mais tempo pra olhar, das indiretas, demonstrar interesse e tudo mais. Hoje em dia é Oi? Tudo bem? E pimba! Hahahaha
E se for falar em sexo casual então? Vishe.. aí a coisa complica.
O lance é que, restam poucas pessoas que ainda dão valor ao processo que antecede o beijo e até o sexo.. eu ainda prezo muito essa antecedencia, porém, a gente acaba sendo meio atingido né? E quando percebe, priorizamos esse sistema rápido e fácil que existe hoje em dia de conhecer alguém.
Aí paro pra pensar: quero conquistar alguém. Ok! Mas, como conquistar? O que fazer? Como eu fazia? Como era?
Triste realidade viu.. mas não vou desistir. Aos poucos vou me lembrando e a vida vai me ajudando.
Tudo no seu tempo. Sem apressar as coisas.. até porque eu ando bem preguiçosa dessa história de conquistar, que só me rende tristeza depois, rs.
Ah! Mudei um pouco o blog.
Não que eu não acredite mais nas questões freudianas. Mas é que agora, o tempo é outro.
Já passei pelo que devia passar e logo surgirá um novo ciclo!
Boa noite.
sábado, 24 de novembro de 2012
Verborrágica... atriz!
Acho que ja é a segunda ou a terceira vez que escrevo sobre a minha profissão, ou melhor, minha quase profissão aqui no blog. Hoje não vai ser diferente. É que na verdade, o acaso me surpreendeu com um trabalho muito com e com pessoas muito do bem em pleno sábado. E eu me inspirei pra escrever.
Quando falo em trabalho muito bom, falo sobre a iniciativa de um ser humano pensante teatral em usar o teatro como ferramenta para a vida do cidadão (de qualquer faixa etária) e quando falo de pessoas do bem, falo de outros PENSANTES teatrais que se colocam a disposição para fazer esse trabalho acontecer.
Pra você que não conhece o meio teatral, apresento os dois lados da fita:
Lado A: pseudo-atores interessados apenas em cumprir uma certa cota e a fazer apenas o que lhe cabe.
LADO B: pseudo-atores interessados também em cumprir a tal cota, e além disso, fazendo além do que lhes cabe. Ou seja, não atuam apenas, mas fazem o que mais vier pra ser feito.
Existe muita gente que mescla os dois lados. Mas a diferença está numa coisa: gente que faz e espera reconhecimento e gente que faz e não espera nada, apenas tem como bonus o seu crescimento.
Vou dialogar grossamente com vocês e não me preocuparei com pompa.
Eu sempre fui uma garota muito xereta, desde pequena. Sempre quis aprender a fazer as coisas mesmo que não levasse jeito pra elas e por incrível que pareça, sempre me dei bem e aprendi muito sendo assim. Sempre fui daquele tipo de criança xereta que não esperava que me mandassem fazer alguma coisa. Se eu via que alguma coisa estava precisando de atenção eu mesma ia lá e fazia do meu jeito. Na maioria das vezes dava muita cagada, mas eu fazia, errava e aprendia com meu erro.
Graças a Deus, anos depois, agora no teatro, a coisa não mudou muito de figura. Continuo com essa xeretisse sem fim e levando os piores tocos por querer colocar a mão onde não devo. Mas é errando que eu continuo aprendendo. Me coloco a disposição mesmo. Sacrifico meus finais de semana, minhas horas de descanso e vou atrás do meu crescimento. Afinal, eu não quero ser atriz oca. Quero poder fazer tudo, saber mexer em tudo, quero as mil e uma utilidades do bombril. Por que não?
Me lembro que quando comecei a fazer teatro, eu era do tipo enxerida, que jogava os copos de café no lixo, xeretava a salinha do Jaime, puxava conversa com ele e com o Agostinho mesmo sem conhece-los. Observava, mexia no que não podia, levava xingo.. mas tava lá, querendo aprender.
INFELIZMENTE como o mundo é povoado por algumas pessoas que dedicam seu tempo falando mal das outras ao invés de dedicar seu tempo com coisas mais úteis essa minha xeretisse ganhou outro nome: PUXAÇÃO DE SACO. Exatamente. Minha xeretisse em querer aprender foi "confundida" por essas pessoas como o ato de puxar o saco de quem ensinava. E com o tempo (como eu fui ganhando espaço) de puxa saco, começaram a me chamar de "queridinha/protegida". Tudo o que eu conseguia através da minha xeretisse, era porque eu era queridinha de fulano de tal, protegida por fulano de tal.. NUNCA, NUNCA MESMO os venenosos, conseguiam enxergar que ganhei espaço por conta do meu interesse e da minha disponibilidade. Enfim..
Eu estou usando o passado, mas até hoje a coisa é mais ou menos assim. A diferença é que hoje eu não me importo MESMO. Eu deixo que digam, que pensem e que falem.. eu quero é usar meu tempo aprendendo o máximo que eu posso ali dentro do meu ambiente de trabalho e de estudo. Sei que não vou ficar ali pra sempre.. então o máxmo que eu puder aprender.. eu quero! Fico dias dormindo tarde e acordando muito cedo, me preocupando com textos, figurinos, adereços, compromissos.. mas procuro fazer TUDO da melhor forma possível. Grana? Graças a Deus (e ao meu esforço) atualmente eu tenho ganhado pra fazer tudo o que faço. Mas, mesmo se não ganhasse, eu faria! Além de querer crescer profissionalmente, eu AMO o que eu faço, então, com grana ou sem grana eu quero é aprender e dar a cara a tapa (e quantos tapas!)
Me exponho, me dedico e me entrego e realmente estou cagando e andando com os rótulos que me dão. Isso pra mim é recalque, inveja e tudo o que for do gênero. Acredito que é muito mais útil PARAR de falar da vida dos outros e ir fazer alguma coisa que preste, já que temos essa grande escola com grandes profissionais dispostos a nos ensinar. Só basta dedicação, interesse e vontade.. e é claro AMOR!
Mas voltando no dia de hoje, eu fico extramamente feliz quando encontro mais pessoas que pensam como eu e agem dessa mesma forma. Como somos felizes assim, indo além das cotas.. fazendo mais do que devíamos e sendo feliz mais do que esperávamos!
Boa noite =)
Quando falo em trabalho muito bom, falo sobre a iniciativa de um ser humano pensante teatral em usar o teatro como ferramenta para a vida do cidadão (de qualquer faixa etária) e quando falo de pessoas do bem, falo de outros PENSANTES teatrais que se colocam a disposição para fazer esse trabalho acontecer.
Pra você que não conhece o meio teatral, apresento os dois lados da fita:
Lado A: pseudo-atores interessados apenas em cumprir uma certa cota e a fazer apenas o que lhe cabe.
LADO B: pseudo-atores interessados também em cumprir a tal cota, e além disso, fazendo além do que lhes cabe. Ou seja, não atuam apenas, mas fazem o que mais vier pra ser feito.
Existe muita gente que mescla os dois lados. Mas a diferença está numa coisa: gente que faz e espera reconhecimento e gente que faz e não espera nada, apenas tem como bonus o seu crescimento.
Vou dialogar grossamente com vocês e não me preocuparei com pompa.
Eu sempre fui uma garota muito xereta, desde pequena. Sempre quis aprender a fazer as coisas mesmo que não levasse jeito pra elas e por incrível que pareça, sempre me dei bem e aprendi muito sendo assim. Sempre fui daquele tipo de criança xereta que não esperava que me mandassem fazer alguma coisa. Se eu via que alguma coisa estava precisando de atenção eu mesma ia lá e fazia do meu jeito. Na maioria das vezes dava muita cagada, mas eu fazia, errava e aprendia com meu erro.
Graças a Deus, anos depois, agora no teatro, a coisa não mudou muito de figura. Continuo com essa xeretisse sem fim e levando os piores tocos por querer colocar a mão onde não devo. Mas é errando que eu continuo aprendendo. Me coloco a disposição mesmo. Sacrifico meus finais de semana, minhas horas de descanso e vou atrás do meu crescimento. Afinal, eu não quero ser atriz oca. Quero poder fazer tudo, saber mexer em tudo, quero as mil e uma utilidades do bombril. Por que não?
Me lembro que quando comecei a fazer teatro, eu era do tipo enxerida, que jogava os copos de café no lixo, xeretava a salinha do Jaime, puxava conversa com ele e com o Agostinho mesmo sem conhece-los. Observava, mexia no que não podia, levava xingo.. mas tava lá, querendo aprender.
INFELIZMENTE como o mundo é povoado por algumas pessoas que dedicam seu tempo falando mal das outras ao invés de dedicar seu tempo com coisas mais úteis essa minha xeretisse ganhou outro nome: PUXAÇÃO DE SACO. Exatamente. Minha xeretisse em querer aprender foi "confundida" por essas pessoas como o ato de puxar o saco de quem ensinava. E com o tempo (como eu fui ganhando espaço) de puxa saco, começaram a me chamar de "queridinha/protegida". Tudo o que eu conseguia através da minha xeretisse, era porque eu era queridinha de fulano de tal, protegida por fulano de tal.. NUNCA, NUNCA MESMO os venenosos, conseguiam enxergar que ganhei espaço por conta do meu interesse e da minha disponibilidade. Enfim..
Eu estou usando o passado, mas até hoje a coisa é mais ou menos assim. A diferença é que hoje eu não me importo MESMO. Eu deixo que digam, que pensem e que falem.. eu quero é usar meu tempo aprendendo o máximo que eu posso ali dentro do meu ambiente de trabalho e de estudo. Sei que não vou ficar ali pra sempre.. então o máxmo que eu puder aprender.. eu quero! Fico dias dormindo tarde e acordando muito cedo, me preocupando com textos, figurinos, adereços, compromissos.. mas procuro fazer TUDO da melhor forma possível. Grana? Graças a Deus (e ao meu esforço) atualmente eu tenho ganhado pra fazer tudo o que faço. Mas, mesmo se não ganhasse, eu faria! Além de querer crescer profissionalmente, eu AMO o que eu faço, então, com grana ou sem grana eu quero é aprender e dar a cara a tapa (e quantos tapas!)
Me exponho, me dedico e me entrego e realmente estou cagando e andando com os rótulos que me dão. Isso pra mim é recalque, inveja e tudo o que for do gênero. Acredito que é muito mais útil PARAR de falar da vida dos outros e ir fazer alguma coisa que preste, já que temos essa grande escola com grandes profissionais dispostos a nos ensinar. Só basta dedicação, interesse e vontade.. e é claro AMOR!
Mas voltando no dia de hoje, eu fico extramamente feliz quando encontro mais pessoas que pensam como eu e agem dessa mesma forma. Como somos felizes assim, indo além das cotas.. fazendo mais do que devíamos e sendo feliz mais do que esperávamos!
Boa noite =)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
loucura
Que loucura!
Que loucura viver a vida assim a "Deus dará". Que loucura viver dias como o de hoje em que você se diverte com alguém, diverte esse alguém, cria momentos bons com alguém e ambos dividem tudo o que aconteceu. Sorrir sem medo, sem máscara e sem culpa. Fazer e dizer o que te vem na cabeça e sentir os ventos de uma liberdade adquirida depois de muito suor. Que loucura ter com quem compartilhar as loucuras. Rir até a barriga doer, sorrir pra caramba e dizer: porra, queria que todo dia fosse assim.
Os males que me alcançaram meses atrás vieram para o bem. Começo a pensar que estou trocando de pele e me libertando de mim mesma. Estou feliz.
Que loucura viver a vida assim a "Deus dará". Que loucura viver dias como o de hoje em que você se diverte com alguém, diverte esse alguém, cria momentos bons com alguém e ambos dividem tudo o que aconteceu. Sorrir sem medo, sem máscara e sem culpa. Fazer e dizer o que te vem na cabeça e sentir os ventos de uma liberdade adquirida depois de muito suor. Que loucura ter com quem compartilhar as loucuras. Rir até a barriga doer, sorrir pra caramba e dizer: porra, queria que todo dia fosse assim.
Os males que me alcançaram meses atrás vieram para o bem. Começo a pensar que estou trocando de pele e me libertando de mim mesma. Estou feliz.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Ia acontecer.
Eu realmente queria saber como é que se faz pra colocar uma "pedra" sobre algum momento passado.
É tão fácil dizer não é? Acontece que muitas coisas estão envolvidas nessa ação, principalmente pra quem de alguma forma foi atingido. Na prática não é fácil, não é simples.
Por essa luz que me alumia, eu digo: gostaria muito de colocar uma pedra em cima desses momentos que me trouxeram tanta dor, passar borracha, corretivo, sei lá. Fazer alguma coisa que de uma vez por todas fizesse com que as coisas voltassem a seu rumo natural. Mas não. Parece que a vida não quer que eu me esqueça dos fatos por completo. E se não for a vida, é o meu jeito. Não dá. Não dá e nunca ninguém vai entender o porque. E acredite. Por mais fria e cruel que possa parecer esssa forma de agir (e de algum modo acaba sendo), é um tanto quanto triste viver assim: ter que se manter afastada de alguém, que meses antrás te inspirava uma confiança sem medida.
Me pego com saudades em inúmeros dias.
Saudades do sorriso, da risada, das piadas, dos segredos, dos assuntos, das saídas e de tudo o que construía uma relação sólida e feliz. Porém hoje, é praticamente impossível ver essa história reconstruída. Mesmo que eu faça o maior esforço do mundo, a "pedra" é muito pesada e difícil de carregar. Infelizmente, acho que nunca vou poder dizer novamente: eu confio em você. Confiança é copo de vidro né. Quebrou uma vez, ja era. A gente cola, mas nunca fica igual.
Quando me lembro de tudo o que aconteceu, eu me pergunto inúmeras vezes: POR QUE?
Me culpo outras vezes por ter dedicado talvez uma amizade não tão forte, pra que fosse levada em consideração. Mas ainda em outras vezes eu penso: ia acontecer. Uma hora ou outra, com essa ou outra pessoa, ia acontecer e ia doer tanto quanto, ou até mais. Pelo menos o pior já passou e me restaram apenas os cacos de uma relação que ia caminhando da melhor maneira possível. Me resta um olhar meio torto, um sorriso sem graça e pra piorar, nem um abraço resta.
É triste. Triste demais.
Mas é o que sempre digo: nossas atitudes chegam acompanhadas de consequências. Sejam elas boas ou não, temos que estar preparados para arcar com o que vem depois de uma ação pensada ou não.
;)
É tão fácil dizer não é? Acontece que muitas coisas estão envolvidas nessa ação, principalmente pra quem de alguma forma foi atingido. Na prática não é fácil, não é simples.
Por essa luz que me alumia, eu digo: gostaria muito de colocar uma pedra em cima desses momentos que me trouxeram tanta dor, passar borracha, corretivo, sei lá. Fazer alguma coisa que de uma vez por todas fizesse com que as coisas voltassem a seu rumo natural. Mas não. Parece que a vida não quer que eu me esqueça dos fatos por completo. E se não for a vida, é o meu jeito. Não dá. Não dá e nunca ninguém vai entender o porque. E acredite. Por mais fria e cruel que possa parecer esssa forma de agir (e de algum modo acaba sendo), é um tanto quanto triste viver assim: ter que se manter afastada de alguém, que meses antrás te inspirava uma confiança sem medida.
Me pego com saudades em inúmeros dias.
Saudades do sorriso, da risada, das piadas, dos segredos, dos assuntos, das saídas e de tudo o que construía uma relação sólida e feliz. Porém hoje, é praticamente impossível ver essa história reconstruída. Mesmo que eu faça o maior esforço do mundo, a "pedra" é muito pesada e difícil de carregar. Infelizmente, acho que nunca vou poder dizer novamente: eu confio em você. Confiança é copo de vidro né. Quebrou uma vez, ja era. A gente cola, mas nunca fica igual.
Quando me lembro de tudo o que aconteceu, eu me pergunto inúmeras vezes: POR QUE?
Me culpo outras vezes por ter dedicado talvez uma amizade não tão forte, pra que fosse levada em consideração. Mas ainda em outras vezes eu penso: ia acontecer. Uma hora ou outra, com essa ou outra pessoa, ia acontecer e ia doer tanto quanto, ou até mais. Pelo menos o pior já passou e me restaram apenas os cacos de uma relação que ia caminhando da melhor maneira possível. Me resta um olhar meio torto, um sorriso sem graça e pra piorar, nem um abraço resta.
É triste. Triste demais.
Mas é o que sempre digo: nossas atitudes chegam acompanhadas de consequências. Sejam elas boas ou não, temos que estar preparados para arcar com o que vem depois de uma ação pensada ou não.
;)
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