Situação limite.
Eu não sei o que pensar. Pra falar a verdade, eu realmente não sei se quero pensar.
Eu queria estar sonhando. Queria que ao abrir meus olhos, tudo estivesse em paz outra vez. Mas não é o que vejo. E não é culpa de um ou de outro. Todos somos culpados. Todos. Porque? Porque nos deixamos levar por essa maré cinzenta que veio ao nosso encontro. Eu errei. Todos erramos.
Mas o que se precisar ter em mente são duas pequenas coisas: sinceridade e respeito.
Sem coloquialismos.
Temos que ser sinceros conosco e com o próximo. Acho tão bonito quando a pessoa, movida por bons ou maus sentimentos, chega até a outra e expõe o que tá sentindo de verdade. POR QUE esperar a outra pessoa virar as costas pra aí então se manifestar? POR QUÊ? O que se ganha com isso? Diz-que-me-diz. Fofoca.
E respeito. Esse é fundamental. NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM e NUNCA SERÁ. Por isso, as opiniões e as ideias serão diferentes SEM-PRE. E o que a gente precisa aprender é a respeitar. Não precisa aceitar. Mas respeite. Respeite o espaço do outro, o tempo do outro, o jeito do outro. Pelo menos pra que exista uma convivência pacífica.
Realmente, a linha é tênue e está a estourar.
Eu estou cansada e enjoada. E mesmo sabendo que nesse jogo, todos somos vítimas e vilões, estou quase entregando minhas cartas. Sério. Eu não consigo conviver em um ambiente de simpatia forçada. Ou lavamos a roupas e começamos do zero outra vez, ou pra mim chega.
Eu não consigo ser falsa. Não consigo forçar amizade. Não consigo ter duas opiniões sobre as pessoas que me rodeiam. Ou eu me calo e me fecho. Ou eu falo e me abro. E se for pra calar, ou me fechar, eu prefiro cair fora. Não sou dessas que aceita a situação e empurra com a barriga. Ou eu resolvo, ou eu não resolvo. Sou atriz. Mas uso a arte de interpretar só quando estou nos palcos mesmo. Não posso, não quero e não vou usar da arte pra criar uma outra Thaís. É 8 ou 80. Ou vai, ou racha.
É isso.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Apenas uma TPM (?)
Estou bem cansadinha. E isso não é bom sinal.
Por mais que estejamos na primeira semana de Outubro, ainda faltam dois longos meses pra tudo "acabar".
A começar com esse confronto de gênios que enfrento logo no começo e no fim do dia. Pra completar esse baile de máscaras fora de época, a qual eu não sei (realmente) quem é quem. E pra finalizar com chave de ouro, essa minha preferência por nutrir um sentimento intenso e gigante por alguém que se esvai pelos meus dedos cada dia que passa. Dá pra piorar? Sempre dá. Estou de TPM. Ou seja: todas as sensações envolvidas nas situações citadas se intensificam.
Nunca pedi tanto pra Deus que a calmaria chegue logo. Nunca quis tanto que meus próximos se respeitem mesmo com idéias e gênios fortes/diferentes. Nunca pensei em ficar tão triste ao descobrir que algumas pessoas que me rodeiam, na minha frente são de um jeito e pelas minhas costas se revelam de outro e exalam veneno. Nunca quis tanto chutar o pau da barraca chamada "vida" e ir pra exatos 2 mil km longe daqui e viver uma vida diferente e quem sabe ter em minhas mãos a pessoa que eu tenho em meus sonhos.
Pois é. Não é fácil. Tá difícil pra caramba. Eu odeio admitir, mas a menina feita de "titanium" está cansando e derrubando a armadura. A kriptonita dos maus está me afetando e eu estou caindo lentamente e entrando num buraco profundo, escuro, parado e meu.
Tenho medo dessa aceitação. Tenho medo de não ter mais vontades pra mexer uma palha pra que as coisas mudem. Mas há dias estou assim: "cagando e andando". Meu físico? A mesma coisa. Meu braço mal tem força pra pegar um caderno e uma caneta pra estudar. Quem dera pra sair abraçando qualquer um.
Cansada e perdendo as esperanças. Eis o retrato da Thaís que hoje vos fala.
Mas como eu estava dizendo.. "eu espero que seja apenas uma TPM".
Por mais que estejamos na primeira semana de Outubro, ainda faltam dois longos meses pra tudo "acabar".
A começar com esse confronto de gênios que enfrento logo no começo e no fim do dia. Pra completar esse baile de máscaras fora de época, a qual eu não sei (realmente) quem é quem. E pra finalizar com chave de ouro, essa minha preferência por nutrir um sentimento intenso e gigante por alguém que se esvai pelos meus dedos cada dia que passa. Dá pra piorar? Sempre dá. Estou de TPM. Ou seja: todas as sensações envolvidas nas situações citadas se intensificam.
Nunca pedi tanto pra Deus que a calmaria chegue logo. Nunca quis tanto que meus próximos se respeitem mesmo com idéias e gênios fortes/diferentes. Nunca pensei em ficar tão triste ao descobrir que algumas pessoas que me rodeiam, na minha frente são de um jeito e pelas minhas costas se revelam de outro e exalam veneno. Nunca quis tanto chutar o pau da barraca chamada "vida" e ir pra exatos 2 mil km longe daqui e viver uma vida diferente e quem sabe ter em minhas mãos a pessoa que eu tenho em meus sonhos.
Pois é. Não é fácil. Tá difícil pra caramba. Eu odeio admitir, mas a menina feita de "titanium" está cansando e derrubando a armadura. A kriptonita dos maus está me afetando e eu estou caindo lentamente e entrando num buraco profundo, escuro, parado e meu.
Tenho medo dessa aceitação. Tenho medo de não ter mais vontades pra mexer uma palha pra que as coisas mudem. Mas há dias estou assim: "cagando e andando". Meu físico? A mesma coisa. Meu braço mal tem força pra pegar um caderno e uma caneta pra estudar. Quem dera pra sair abraçando qualquer um.
Cansada e perdendo as esperanças. Eis o retrato da Thaís que hoje vos fala.
Mas como eu estava dizendo.. "eu espero que seja apenas uma TPM".
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Acontece que ver você é como se eu estivesse tirando os pés do chão e voando, me entende?
É como se seu sorriso, as linhas do teus ombros despidos e o aspiral do teu cabelo fossem os balões que ligados a um fio que se prende a minha mão, me tirasse do chão. E que loucura é voar!
Por um momento passeei pelo seu corpo como se eu estivesse voando lá no alto e vendo o mundo lá embaixo, aos meus pés. Ver. E não poder tocar. Comer com os olhos. Desejar. Engolir a saliva da boca. Respirar fundo.
Acontece que eu tenho medo de altura. Vertigem, sabe? 5 ou 10 minutos em um lugar muito alto me causam labirintite. Meus pés gelam, minhas mãos suam e eu começo a necessitar a terra firme. Fecho os olhos, respiro fundo e cá estou eu, com os dois pés plantados no chão novamente. Ciente de que eu não posso ter. Ter você.
Mas não demora muito e eu fechos os olhos. A boca seca e sua imagem despida vem a minha mente. Rapidamente me livro dessa sequência imagens.Não porque eu quero. Mas porque por enquanto eu prefiro não voar.
É como se seu sorriso, as linhas do teus ombros despidos e o aspiral do teu cabelo fossem os balões que ligados a um fio que se prende a minha mão, me tirasse do chão. E que loucura é voar!
Por um momento passeei pelo seu corpo como se eu estivesse voando lá no alto e vendo o mundo lá embaixo, aos meus pés. Ver. E não poder tocar. Comer com os olhos. Desejar. Engolir a saliva da boca. Respirar fundo.
Acontece que eu tenho medo de altura. Vertigem, sabe? 5 ou 10 minutos em um lugar muito alto me causam labirintite. Meus pés gelam, minhas mãos suam e eu começo a necessitar a terra firme. Fecho os olhos, respiro fundo e cá estou eu, com os dois pés plantados no chão novamente. Ciente de que eu não posso ter. Ter você.
Mas não demora muito e eu fechos os olhos. A boca seca e sua imagem despida vem a minha mente. Rapidamente me livro dessa sequência imagens.Não porque eu quero. Mas porque por enquanto eu prefiro não voar.
domingo, 26 de agosto de 2012
Morrer um pouquinho todo dia...
_ Um dia eu acabo morrendo! - disse ela.
A menina anônima já morria um pouco por dia. Morria de alegria, morria de tristeza. Morria de sorrir, morria de chorar. Morria de sentir saudades, morria de sentir carinho. Morria de sono, de fome, de vontades variadas. Morria de todas as formas e jeitos, todos os dias. Ela resnacia pela manhã e a cada acontecimento ia morrendo, de leve aos poucos. De amor, de dor, de alegria e ódio. Morria. Ela tinha sua alma nas mãos e a mesma escorria por entre seus dedos.
_ E isso não te faz mal? - perguntou.
_ Já me acostumei. Todos os dias tomo a minha cruz e vou ao meu Gólgota me sacrificar pelos meus.
E realmente ela ia. Abria os olhos pela manhã, se olhava no espelho e ainda via a face de uma menina utópica. Que sonhava e queria demais. Raramente sorria. Quem sorri quando se é acordado quando o calo ainda está cantando? Mas sua alma sorria. Ela percebia que alguma coisa estava errada, abria a torneira e a água gelada que jogava em seu rosto, fazia com que ela colocasse seus delicados pés no chão. Bom dia garota! Bem vinda a sua realizade. Sua cruz está lá fora te esperando. Pegue-a quando for sair. E ela obedecia. Não imaginava outra sina pra si. Até porque o tal destino, nunca deu oportunidade pra que ela escolhesse. Isso seria luxo demais. Essa era sua rotina. Sua sina. Tomar a sua cruz e subir ao seu Gólgota. Ali sacrificava seus maiores sentimentos. Doava alguns para os seus. Permitia que a dor a tomasse, para que não tomasse o seu próximo.
_ Estou toda machucada, veja! - disse a menina e ao mesmo tempo mostrou suas feridas - Isso me cansa tanto. Eu já não aprendi bastante? Será que nunca vai chegar o momento em que tudo vai dar certo e ponto?
_ Pequena. Olhe para as suas feridas. Todas, todas elas são provas de que você passou por alguma dolorida lição. Não cabe a mim dizer se esse é o basta de todas as suas lamentações. Cabe a você dar esse basta e não se machucar mais. Pra que tantas feridas? Será que nunca vai chegar o momento em que você vai se cansar de cair no mesmo lugar?
Ela suspirou e com a cabeça consentiu.
_ Venha cá. Estenda seus braços. Eu tenho um mertilate eficaz pra cicatrizar de vez tuas feridas. Mas, tenha paciência. Mesmo que mertilade não arda mais, as feridas não se fecham de um dia pro outro. Você vai precisar confiar no tempo.
O anônimo pegou o algodão, espirrou o tal do mertiolate e na sua lenta ação, começou a tratar daqueles pequenos e profundos cortes.
A menina anônima já morria um pouco por dia. Morria de alegria, morria de tristeza. Morria de sorrir, morria de chorar. Morria de sentir saudades, morria de sentir carinho. Morria de sono, de fome, de vontades variadas. Morria de todas as formas e jeitos, todos os dias. Ela resnacia pela manhã e a cada acontecimento ia morrendo, de leve aos poucos. De amor, de dor, de alegria e ódio. Morria. Ela tinha sua alma nas mãos e a mesma escorria por entre seus dedos.
_ E isso não te faz mal? - perguntou.
_ Já me acostumei. Todos os dias tomo a minha cruz e vou ao meu Gólgota me sacrificar pelos meus.
E realmente ela ia. Abria os olhos pela manhã, se olhava no espelho e ainda via a face de uma menina utópica. Que sonhava e queria demais. Raramente sorria. Quem sorri quando se é acordado quando o calo ainda está cantando? Mas sua alma sorria. Ela percebia que alguma coisa estava errada, abria a torneira e a água gelada que jogava em seu rosto, fazia com que ela colocasse seus delicados pés no chão. Bom dia garota! Bem vinda a sua realizade. Sua cruz está lá fora te esperando. Pegue-a quando for sair. E ela obedecia. Não imaginava outra sina pra si. Até porque o tal destino, nunca deu oportunidade pra que ela escolhesse. Isso seria luxo demais. Essa era sua rotina. Sua sina. Tomar a sua cruz e subir ao seu Gólgota. Ali sacrificava seus maiores sentimentos. Doava alguns para os seus. Permitia que a dor a tomasse, para que não tomasse o seu próximo.
_ Estou toda machucada, veja! - disse a menina e ao mesmo tempo mostrou suas feridas - Isso me cansa tanto. Eu já não aprendi bastante? Será que nunca vai chegar o momento em que tudo vai dar certo e ponto?
_ Pequena. Olhe para as suas feridas. Todas, todas elas são provas de que você passou por alguma dolorida lição. Não cabe a mim dizer se esse é o basta de todas as suas lamentações. Cabe a você dar esse basta e não se machucar mais. Pra que tantas feridas? Será que nunca vai chegar o momento em que você vai se cansar de cair no mesmo lugar?
Ela suspirou e com a cabeça consentiu.
_ Venha cá. Estenda seus braços. Eu tenho um mertilate eficaz pra cicatrizar de vez tuas feridas. Mas, tenha paciência. Mesmo que mertilade não arda mais, as feridas não se fecham de um dia pro outro. Você vai precisar confiar no tempo.
O anônimo pegou o algodão, espirrou o tal do mertiolate e na sua lenta ação, começou a tratar daqueles pequenos e profundos cortes.
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