sábado, 2 de novembro de 2013

Casualmente

Por isso aprendi a viver a vida assim:
sem espectativas.
As coisas acontecem.
Sem que eu me mova muito, elas acontecem quando tem que acontecer.
E são bonitas.
Primaveris.
A única condição é: estar com o coração aberto. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Não vou me adaptar.

Eu gosto de quem se importa.
Eu gosto de quem demonstra que se importa.
Eu espero.
Espero dos outros.
Espero retorno.
O mínimo que seja, ou então o que eu penso merecer.
Mas o retorno não vem.

Eu cansei de dizer o contrário e pregar uma auto-suficiência  que não existe.
Infelizmente quem vos fala sobre de uma infinita carência de atenção que não é suprida com amor próprio. Eu preciso sempre amar os outros.
O que vem pegando de uns tempos pra cá é um sentir-se de canto, escanteio.
Não procurada, não requisitada, ultrapassada.
Acho que fui doce demais e enjoaram.
Acho que tentei tanto da forma mais bonita que sei, que estraguei.

Convivo todos os dias com um nó na garganta que não desata.
Acho que desaprendi a manter relações.
Acho que não sei mais ser amiga de ninguém.

Acho que me perdi.
Acho que minha mente está me engolindo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

É porque não tenho outro espaço.

Não, eu não te odeio.
Não, eu não tenho inveja de você.
Não, eu não torço pra que as coisas deem errado e pra que você não seja feliz.

Sim, um dia eu já gostei muito de você.
Sim, eu queria voltar a gostar muito de você.
Sim, apesar das circunstâncias, e com toda a sinceridade de quem se importa e não fala apenas por convenção: eu quero que as coisas deem certo pra você e que você realmente seja feliz, porque o que tenho visto até então, são idas e vindas de um sorriso inconstante de quem "perdeu" muita gente que te servia de apoio.

O que acontece é que devido a circunstâncias (que você conhece e que não conhece) eu fui perdendo a confiança e a vontade. Eu de fato passei uma borracha nas circunstâncias que nos distanciaram, mas outras, vindas de outras razões, me afastaram ainda mais.
Um ponto a menos pra mim que definitivamente não sei resolver o mal resolvido e prefiro o distanciamento ao invés de uma boa conversa. Mas foi isso, apenas isso.

Assim como qualquer outra pessoa, também acho que você possui mil qualidades e mil defeitos.
Mas assim como qualquer outro amigo, sempre estive aberta a te aceitar da forma que você é.

Talvez o meu maior defeito seja me importar.
Com as pessoas, com as opiniões e com o mundo ao meu redor.
Mas, se mesmo depois de tantas circunstâncias, algo ainda me instiga e faz com que eu me importe com teus pensamentos, com as tuas opiniões e com a tua pessoa, deve ser que de fato a nossa história não acabe por aqui.

Porém, se as coisas não voltarem a ser como eram antes, ou se elas não se tornarem melhores e tudo ficar como está, quero apenas que saiba de uma vez por todas e não alimente pensamentos contrários:
Não te odeio, não te invejo, não desejo teu mal.
Pelo contrário, da boca de quem um dia muito já te prezou: por admirar tanto a tua personalidade e por de certa forma te conhecer, é que quero que sua vida seja feita de certezas, de constâncias... e por conhecer seus anseios, que de certa forma se parecem com os meus, é que desejo que eles sejam supridos, realizados e que o sorriso faça parte do teu ser.

Que fiquemos em paz.
Com o mundo, com nós mesmos e entre nós mesmos.
E que saibamos que o  que existe entre eu e você são desejos infindáveis de boas vibrações e um carinho, fruto de um passado memorável.

Te abraço!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Considerações...

Eu disse pra mim, que ia fazer outro blog. E até quero. Tem muita coisa aqui, que eu quero deixar por aqui e não levar pro meu novo ano. Acontece que até agora, maior que minha vontade de reescrever é a minha preguiça, que permanece..
De uns dias pra cá, tenho percebido o quanto a vida é grande e o quanto nós somos pequenos e breves. Perdi um tio com 28 anos. E isso gerou uma cratera imensa dentro de mim. Um tio, um irmão, um pai de um Caio de 4 anos.. dias depois, mais de 200 jovens morrem vivendo e hoje, nesse exato momento, me deparo com uma das mortes mais sentidas do Brasil todo... a do nosso eterno cazuza.
Digo que tenho passado por dias onde tenho aprendido a aceitar as condições que a vida nos dá e que não nos resta outra saída a não ser viver, mesmo não sabendo onde isso vai dar. Tenho chorado todas as noites antes de dormir, pensado no meu tio e no último sorriso que ele me deu dentro daquele caminhão, tenho pensado na vida desses jovens, tenho pensado na minha vida e na vida dos meus. O que me toma é um medo e uma vontade da vida. Medo de me perder e perder os meus. Medo do fim nos encontrar. E vontade de viver. Viver da melhor forma possível e fazer valer a minha pequenez..
Não acho justo a vida levar quem eu amo e me deixar aqui.. isso é egoísta, eu sei. Há quem diga que é dádiva ainda estarmos aqui, porém, a vida não é feita só de festas, sorrisos, amigos, amores e blablabla... Pra qualquer um a vida também é um pouco dolorosa... e eu, ouvi dizer que morrer não dói.

Enfim.  Ainda estou aqui.
E acredito que os dias que se sucedem a esses acontecimentos intensos e profundos, serão de pura aprendizagem e me servirão como lupa, pra enxergar aquelas pequeníssimas coisas, pelas quais valem a pena viver. Infelizmente, a gente, ou melhor, eu, só passo a enxergá-las, mediante a acontecimentos que me choquem e me façam enxergar que a vida é muito mais, em todos os aspectos..

Boa noite!