domingo, 5 de junho de 2011

Boa noite meus queridos leitores.

Essa semana pensei em tanta coisa pra escrever aqui, mas e o tempo?
Alias, tempo era um dos assuntos.
Tempo, amizade, saudade, pessoas, irresponsabilidade, bla bla bla bla ... muitos assuntos. Essa semana rendeu!

Pra começar, um triste fato. Um adeus não dado, o ultimo abraço sem saber que era o último.
Essa semana uma amiga muito querida que veio do Ceará pra estudar pra cá, teve que voltar pra sua terra, assim, sem mais e nem menos, pra nós. Pela primeira vez senti na pele aquela coisa de "E amanhã?, ou Será que vou ver essa pessoa amanhã?" Na segunda feira, dei o "ultimo" abraço sem saber que era o ultimo e isso doeu tanto. Como somos né? Porque será que quando sabemos que teremos o ultimo momento com alguém, falamos tudo, abraçamos melhor e mais forte... porque será que quando não temos espectativas nenhuma, nosso abraço se torna inerente?
Pois é, ser humano é foda, eu me incluo nessa.
Ser humano dá muito mais valor a algo, quando não tem mais em mãos.
Mas retomando a minha querida amiga Ana Hélia, deixo aqui minhas saudades e meu eterno desejo de poder reve-la, e ouvir aquele sotaque mais lindo do ceará que ela me presenteava todos os dias.

Continuando.
Ingratidão, segundo fato.
Queridos, eu sou daquele tipo de pessoa defensora, se é que me entendem.
Daefendo com unhas e dentes meus familiares e meus amigos... mesmo que estejam errados, defendo.
Vou a luta, brigo, retruco, passo por cima, não to nem vendo.
Essa semana, pra minha infelicidade notei vários exemplerares da famosa fase "gospir no prato que comeu", exemplares de soberba, e o pior de tudo, de falta de humildade.
O que isso tem a ver com o fato de eu ser uma pessoa defensora? TUDO
Porque, todos exemplares a qual eu citei foram lançados contra pessoas as quais eu conheço MUITO bem. Isso ainda não é o prblema. Problema é alguém querer julgar de forma incorreta, outro alguém o qual eu conheço a mais tempo. Ilustrando: 6 meses, contra 4 anos!
Há quem diga, que o tempo não define afinidade e conhecimento, e eu digo: define com certeza.
Por mais afinidade que possamos ter em um semestre, 4 anos são 4 anos.. 4 anos se conhece as outras faces, inúmeras faces de alguém, em 6 meses o que podemos ter é apenas uma primeira impressão, que também pode ser errada.
Em todo caso, julgar não cabe a nenhum conhecimento temporário. Nem ao de 6 meses, nem ao de 4 anos. Quem julga é Deus! É ele quem nos conhece de cabo a rabo, ele tem o poder, nós, não.
Eu vivo dizendo que ninguém é dono da verdade, e reafirmo: ninguém é ! Mas eu tenho uma verdade, diferente da de outras pessoas, verdade que é minha, que cabe a mim os privilégios e consequencia.. Sou dona da minha verdade, e tenho dito: O mundo dá muitas voltas pra mim e pra todos, plantamos,conhelhemos! Tomemos cuidado, a lei da natureza não muda, eu também não mudarei. Defendo até o final quem eu gosto, quem eu amo. Ousar pronunciar inverdades sobre esses a quem protejo é cutucar uma violenta onça com vara curta.


Prosseguindo.
Inveja (?) , terceiro fato.
Pela ultima vez, deixarei bem claro:
TUDO, tudo o que eu tenho hoje é mérito meu. É porque suei a camisa pra estar aonde estou. Chorei noites, dias, andei em dias ensolarados, frios, chuvosos, ouvi sim's ouvi não's, fui contra minha família, meus pais, fui persistente, dei minha cara a tapa. Quase perdi o terceiro colegial na escola, perdi amigos, perdi de me divertir, de aproveitar muito mais as pessoas que amo, deixei até de mim pra estar aonde estou hoje. Não vendi meu corpo nem minha alma a ninguém, não fiz favores em troca de nada, não fui mais ou menos simpática, não fui capacho nem empregada, nem puxa saco, apenas fui EU. A eterna Thaís TEIMOSA a qual vocêr conhecem.. (ou não)
Apenas fui eu, e apenas ousei de coragem. Dói dar a cara a tapa, mas foi muito preciso. MUITO!
Diferente da Thaís mimada, doce na más linguas ... eu sou é a Thaís ousada! Posso até ser mimada em certo ponto, mas não tiro a razão daqueles a qual DEUS encarregou de cuidar de mim, meus pais. Tudo o que eles fazem por mim, é o que qualquer pai, qualquer mãe em sã consciencia faria por um filho, infelizmente uns podem, outros não, os meus podem me dar certas bajulações sim, mas eu não nasci paralítica, tenho duas pernas, uma nem tão forte, mas suficiente pra eu correr muito bem atrás do que eu quero.
E pra minha felicidade, tudo o que desejo está chegando em minhas mãos.
Eu me pergunto todos os dias, de onde é que algumas pessoas tiram tempo pra ficar falando sobre vida alheia.Quer mesmo cuidar da minha vida? Ok... tenho um lindo quarto aqui mega bagunçado e algumas contas pra pagar.
Feito isso, welcome to my life!!


E pra encerrar,
Felicidade, quarto fato.
Queridos e pacientes leitores, apesar de tanta coisa ocorrida, informo-lhes que estou sendo feliz!
Cansada ao extremo, com certeza! Cansada fisicamente, e mentalmente, mas nunca estive tão feliz.
De um modo geral, as coisas não estão saindo como planejei e é exatamente esse o meu grande fascínio. Gosto das surpresas da vida, das boas e até das más, que no final de tudo sempre nos levarão pra um final, o qual não sabemos. Ta ok, algumas coisas estão saindo como planejei.. resumindo, estou no meio termo, e está bom assim.
Tenho ganhado, perdido e ainda em fase de refinamento... mas estou andando.
Caminhando, cantando, sorrindo, chorando, aproveitando minha vida da forma que tem que ser!

Fica meu boa noite, e o meu desejo de boa semana.
Que com meus relatos, com a minha verborragia, vocês possam também refletir.
Não estou aqui pra apontar pessoas, eu também me aponto muito nas minhas acusações,
afinal somos todos iguais, porém nem todos possuem a atitude de reconhecer e mudar aquilo que errou. E são esses que fazem a diferença no meio de tantos iguais.

Beijinhos!!

domingo, 29 de maio de 2011

o quase inverno..

Sentada em em sua varanda, ela se pergunta porque ele se foi.
Sua partida tinha sido melhor pra ela, sem sombra de dúvidas, mas aquela tarde de quase inverno a deixava com saudades. Por um momento ela quase pensou que aquela tarde, fosse a mesma em que outrora ela o viu chegando em seu portão e lhe dando um belo sorriso como forma de dizer 'Olá', fechou os olhos e por um momento reviveu, aqueles minutos, horas em que pode ter ele como seu sol particular, a esquentando com seus abraços, beijos, olhares e sorriso.
Aquela unica tarde poderia encher uma vida de saudade...
Mas foi melhor assim, e ainda é melhor.


Ela preferia mil vezes continuar morrendo de saudade daquela tarde,
do que chorar de tristeza, por uma vida ao lado de alguém que ela não poderia amar..

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não custa se doar outra vez na vida...

Eram 18h30, era sexta-feira.
Estela estava em seu quarto, parada em frente ao guarda roupa desde as 18h, pensando. Não, ela não estava indecisa com a roupa que iria usar naquela noite, mas sim, estava surpresa com o fato de se importar em estar bem arrumada pra alguém pela primeira vez em sua vida.
Estela, sempre se vestiu pra ela e pra mais ninguém, sem se importar com o que iriam dizer, sem se importar se era frio demais ou calor demais, e muito menos se aquele seu jeans estava fora de moda ou não. Era ela quem ditava as regras de seu próprio jogo.
Mas, pela primeira vez na vida, Estela se encontrava dividida entre suas regras e as regras de outro alguém. Eduardo.
Aliás, já havia um certo tempo que Estela já não pensava mais nela, havia mais alguém no centro do seu mundo, outras regras estavam entrando no seu jogo.Estela negava isso pra todo mundo, e ás vezes até pra ela mesma, mas existiam momentos em que ela não conseguia e nem podia fugir disso, momentos desolidão com ela mesma, mas, na maioria das vezes, momentos em que seus olhos se encontravam com os de Eduardo, aí ela se despia de suas máscaras.
Ainda parada em frente ao guarda-roupa, Estela descarta a intenção de usar seu bom e velho jeans. "Não custa se doar uma vez na vida" - pensou ela , mas como o tempo estava frio, teve que optar por um outro jeans, mas dessa vez não um escuro, velho e sim um claro, semi novo, que ganhou de sua mãe e que usou uma vez.
Encontrou o jeans, a blusinha e o casaco preferido. Tomou seu banho, se vestiu, se perfumou e soltou os cabelos. "Edu gosta quando eles estão soltos" - olhou no espelho e sorriu.
19h30. Faltavam trinta minutos pra que Eduardo chegasse. Estela vai até a sala, liga a tv e se acomoda no sofá. Sorri aliviada, seus pais não estão em casa e muito menos seu irmão chato, que a impedia sempre de sair nos finais de semana. A tv estava ligada, mas o que Estela assistia era um filme que passava em sua mente. Sozinha ela se recordava das coisas como eram antes e via em como elas são hoje. Sozinha lembrou dos seus amores, dos seus princípios, das suas dores e da sua cicatriz  que há muito tempo a impedia de se doar de verdade a alguém. E assim ela queria seguir, assim ela tinha que seguir. Sem voar, sem tirar os pés do chão, pra não cair. Se houvesse alguma doação, seria doação pela metade e nunca por completo, doação somente por prazer e nunca por amor, nunca por um sentimento maior, nunca por ela, num todo.
20h e alguém toca a campainha lá fora. Edu!
Estela desliga a tv, apaga as luzes e fecha a casa. Vai saindo pra fora e um sorriso aparece em seus lábios sem que ela nem tivesse chegado ao portão. Ela chega, sai pra fora e Edu  está dentro do carro. Ele nunca fez as "honrrarias" de abrir a porta do carro, sabia que Estela não gostava de coisas assim, mas naquela noite, de dentro do carro ele abriu a porta, Estela revirou os olhos, mas sorriu sem se incomodar.
Dali foram ao cinema, conversaram, trocaram uns beijos, nada muito diferente pra Estela, que já havia atuado várias vezes em cena como essa na sua vida. Apenas uma diferença ela sentia: Não queria que aquela noite terminasse.
"Não é desmerecer os outros" - pensou ela enquanto via as imagens do filme. Estela raramente se apegava. Filtrava seus sentimentos da melhor forma possível, pra algumas pessoas ela era fria, calculista ... a tarja de sexo frágil nunca foi imposta a ela por ninguém. Quando estava com alguém, estava, curtia, mas era apenas isso, aquele momento e só. Amanhã é era outro dia, amanhã ela seria outra pessoa.
O filme acabou, Estela nem sabia ao certo do que se tratava a história que ela tinha acabado de "assistir", mas uma coisa ela tinha certeza: a noite não podia acabar ali.
Saíram os dois juntos do cinema, Estela e Eduardo. O frio impedia que fossem pra um lugar aberto, como por exemplo o bar preferido da Estela, logo então surgiu a idéia: "Vamos em casa" - disse Estela, sem pensar.
Entraram no carro, ligaram o rádio e quem os visse ali, cantando e rindo sobre o filme que eles mal prestaram atenção, diria que seriam bons e velhos amigos, nunca, namorados. Talvez fosse essa "estética" que atraísse Estela pra esse relacionamento. Ou, não. Talvez fosse Eduardo.
O carro encostou na calçada, e sem delongas os dois desceram do carro e ja entraram na casa, o frio era congelante. Estela não se preocupou em abrir as janelas, e não se preocupou nem um minuto em agradar Eduardo com "cortesias" da casa. Se preocupou somente em ser ela, em se deixar presente ali e nada mais,apenas manteu as luzes apagadas e acendeu o abajur na sala.
Eduardo a conhecia, sabia dos seus jeitos, não esperava muita coisa, o que tivesse dela já estava bom. Bom até demais pra uma menina que quase nunca se entrega de verdade.
Sentaram os dois no sofá, conversaram mais sobre ele do que sobre ela, não demorou muito pra que os carinhos surgissem, que as bocas se encontrassem e que os corpos juntos se aquecessem.
Nada diferente pra Estela, por enquanto. Já tinha passado por isso várias vezes, e sem receio nenhum ela teria medo de ousar, pedir pra parar, acabar com o clima e mandar Eduardo pra casa. Ela pensou em fazer isso, apenas pensou.
Eduardo a envolvia de uma certa maneira, que seu corpo era incapaz de fugir. Na sua cabeça, memórias de um passado doloroso vieram a mente, Estela se viu chorando pela ultima pessoa a qual havia se entregado e isso e encorajava muito mais a sair dali e acabar com tudo. Pena que toda essa coragem acabava quando os olhos de Eduardo encontravam com os seus.
Eduardo olha em seus olhos com uma ternura que Estela nunca tinha visto em nenhum outro lugar, sorri e acaricia seu rosto como se aquele amasso pra ele tivesse valido a noite. No fundo dos olhos de Eduardo, Estela encherga um brilho que nunca enxergou nos olhos de nenhum outro, um brilho que puxava a Estela que estava presa por tanto tempo dentro dela mesma.
"Vou entender se você não quiser" -  disse Eduardo sem parar de sorrir
Estela calou-se, e nesse momento apenas sua mente ousou dizer alguma coisa. Ela podia muito bem sorrir e acabar com aquilo tudo, podia continuar estendendo seu passado dentro de si mesma e sendo a mesma Estela fria e calculista, que se doa por prazer e nunca por um sentimento maior. Nesse momento, Estela se lembrou do seu bom e velho e inseparável jeans. Pensou com ela "quem é essa pessoa que me fez abrir mão de quem eu realmente sou? Quem é o dono desses olhos convincentes que me fizeram desapegar do meu jeans desbotado e escuro?"
Estela? Você ouviu? Eu disse que vou entender se você não quiser... - Estela desperta de seus pensamentos e interrompe Eduardo colocando o dedo na sua boca, em sinal de silêncio e apenas diz: "Não custa se doar outra vez na vida" - sorri ao ver o sorriso e a face desentendia de Eduardo, tira seu casaco, sua blusinha, sorri outra vez e apaga o abajur da sala ...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The Secret...

Até que ponto um segredo pode mudar nossas vidas? Até que ponto um segredo tem que ser mantido? E quando guardar o segredo pode ocasionar uma situação não tão boa?
Enfim.. até que ponto o segredo tem que ser segredo?


Todos temos segredos, isso é óbvio. Alguns não são tão secretos, outros que só nós e Deus sabemos.
Segredos confessáveis, inconfessáveis, as vezes nós mesmos somos um grande segredo. E aí?
Será que vale a pena manter um segredo por tanto tempo?
Muitas das vezes carregamos conosco um grande enigma, que de tão grande, pesa em nossa consciência. O que vale mais? Uma consciência tranquila ou um fardo pesado eterno em nossa mente?
Ja parou pra pensar que os segredos sobre nós mesmos, não nos deixa sermos que somos?
Aí entra o medo, medo de se expor, medo de dar a cara a tapa, e o comodismo em deixar que o segredo sobre nós mesmos, crie uma imagem completamente diferente do que somos.
Imagem que muitas das vezes carregamos por anos, e somente nos desarmamos dela quando estamos a sós com nós mesmos. E o que sobra? Alegria? Tristeza? Solidão?
Pois é!
Segredos são complicados, e poucos são os corajosos que tem vergonha na cara de se abrir e contar toda a verdade sobre quem realmente é.
Só que, chega uma hora que cansa, sabem? Cansa ser algo que não é, cansa esconder histórias, fatos. A maquiagem não pode durar pra sempre, e esse comodismo acaba se tornando falta de vergonha na cara.

Até que ponto o segredo coopera pro nosso bem?
Até que ponto devemos manter fidelidade a um amigo, ao prometer guardar segredo e não incentiva-lo a mudar de vida?
Até que ponto seremos AMIGOS e não SINCEROS?

Perguntas, respondidas com perguntas.
Hoje minha cabeça ficou pensando muito sobre isso. O que digo a vocês também é de grande serventia pra mim. Espero obter respostas, espero acabar com meus segredos e com os segredos que de certo modo afetam de uma forma ruim quem está do meu lado.

Boa noite.