terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Matando um leão por dia

Que me desculpem os intelectuais, educados, os contra palavrões.. mas, CARALHO que aula foi essa de corpo hoje?
Essa rotina de acordar as 4 da manhã e dormir as 23 tá FODA! Vou falar palavrão mesmo.
Tá foda, mas tá muito bom!
Me sinto uma masoquista que apanha, apanha, mas GOSTA. Estou fazendo o que eu gosto. Sabe o que é isso? Sabe o que é a sensação de você estar estudando, se dedicando por uma coisa que você ama fazer? Po, eu não to nem aí se meu futuro tá garantido com essa profissão ou não. Pra mim não tem essa.
Você pode ser o cara mais ferrado do mundo, estar no "emprego do momento" , mas se você não gosta, não vai pra frente mesmo.
Tá eu sei que fugi muito do assunto, mas é uma pequena abordagem pra aquilo que vou comentar agora, sobre nossa aula de corpo lá no conservatório.
Pela primeira vez na minha vida eu pude dizer: Po, hoje eu me superei.
Porque assim, me considero a pessoa mais parada, sedentária e tudo mais... e hoje consegui provar pra mim que eu posso! É só apenas querer e se esforçar.
E é aquilo né, quando se faz o que gosta, a gente se esforça, se doa, se dá, se sacrificia, faz o máximo... sem receber nada em troca, apenas pelo amor que sente por aquilo.
A dor chega a ser insuportável, o suor é consequencia que antecede a ofegação... tudo isso misturado resulta na energia.
Energia que domina quem estiver por perto, é impossível não se contagia com tanto calor humano e força de vontade. Quando alguém desanima, vem outro e fala: VAMO,você consegue.
Isso que não tem preço sabe? Essa coisa de pensar no próximo, entende-lo e respeita-lo.
Termino meu dia hoje, dizendo de boca cheia que matei um leão, dos grandes.
Mandei o cardiologista pra PQP e tirei de dentro de mim o ultimo suspiro mais ofegante e mais prazeroso que um dia já tive.
Um êxtase que não se compara com nenhum outro, uma dor que depois de suportada , você pensa: QUERO MAIS.
Não estou falando de sexo, mas é como se fosse.
Estou falando do teatro, do trabalho do corpo, da nossa consciência de se descobrir, saber seus limites, tentar supera-los e quando isso ocorrer comemorar. E se não ocorrer, seguir em frente pra que na próxima você resista mais as suas dores e ao seu cansaço.
Estou exausta! Tomada de uma exaustão prazerosa e de uma alegria imensa em poder dizer pra quem quiser: EU FAÇO O QUE EU GOSTO E POR ISSO SOU FELIZ.
Não me importa se me chamam de vagabunda, maconheira, lésbica, puta e todos os outros adjetivos que levo por fazer teatro. NÃO IMPORTA, EU sei o que sou .. feliz sou eu que faço o que gosto e não aquele que é infeliz e faz o que faz, por necessidade.

Beijos, boa noite!

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