terça-feira, 3 de maio de 2011

Vulcão.

Acho que ja é a segunda vez que eu faço o protocolo da aula de Consiencia Corporal aqui, no blog.
Não é por falta de vontade, mas deixo pro blog, as melhores experiencias e hoje, não vai ser diferente.


Assustei hoje em como começamos a aula. Sem aquecimento, sem a roda dos protocolos, e um aviso acionou o botão "liga" do meu vulcão pessoal : Hoje leremos os relatórios após o intervalo, e eu vou falar das notas - disse o professor.
Uma dinâmica diferente e completamente difícil, ao meu ver. Mais estratégia, mais coisas pra se pensar, mesmo com a cabeça fervilhando em outras paragens. Infelizmente, comi demais antes de ir pra aula, e considero essa hipótese sim, porque muitas das vezes parei por enjoo, mas vou confessar que o motivo maior da minha então falta de entrega total nessa dinâmica, foi porque minha cabeça, me cobrava.
Continuei. Tentei ser mais presente, mas alguma coisa me prendia ali sentada, e eu juro pra vocês que eu ainda não sei o que é.
O jogo, por mais difícil que seja, me atraiu muito. Por mais que eu estivesse nesse estado, a vontade era de não parar de jogar, era excitante estar ali correndo, trocando de lugar. A excitação aumentou ainda mais, quando dois grupos foram pro campo. Ali, naquele momento, precisamos perceber quando nosso amigo precisava de nós, e isso teve muito significado pra mim.
O professor persistiu por algum tempo na dinâmica, até a sala virar cenário da cena de amor de Jack e Rose dentro de um carro no filme "Titanic", e quando menos esperei , ele encerrou, e ja era intervalo.

PAUSA PARA O VULCÃO, QUASE EM ERUPÇÃO.


Voltamos do intervalo, e assim, sem nenhum comando nos ajeitamos no chão, o momento "tenso" tinha chegado. A água com açucar foi a musica ambiente, mais uma vez na voz de Cássia Eller. Mas eu não estava precisando de água com açuçar pra relaxar e sim de uma boa pinga. Brincadeira!
O professor começou a falar sobre faltas, entregas de protocolos e por dentro eu fervia. Aí então, começou a falar das notas, um por um. E pra minha felicidade ou infelicidade, era uma das ultimas, SE não for a ultima né. O relógio foi andando, o professor falando, e muita coisa que precisava ser dita, apareceu naquele momento.
Depois de um eterno momento, chegou a minha vez. Não vou mencionar aqui o que foi dito, pois vocês, meus amigos de sala, já sabem. Apenas vou dizer como encarei o fato.
No meu sub consciente, foi como se o professor tivesse tirado de algum lugar um espelho, colocado na minha frente e mostrado pra mim algo que eu sei que tenho, mas ao mesmo tempo não admito, não vejo o quanto isso me prejudica. Aí o bicho pegou!

Hoje, ao sair da aula, decidi olhar mais pra mim mesma e saber aceitar e compreender os fatos.
Ninguém me falou que seria fácil, mas eu sei que querer é poder, e eu quero.
Sei que não vai ser fácil fazer com que esse vulcão pare de funcionar, pois tudo, exatamente TUDO está acontecendo na minha vida agora, e é agora que eu vou ter que saber me virar e desativar tanta inflamação dentro de mim.
Poderia abrir um leque de questões aqui, sobre esse vulcão quase em erupção, mas prefiro deixar como está. Eu sei que tudo vai acontecer no momento certo, e eu sei que esse é o primeiro passo do meu melhor: reconhecer, aceitar e mudar.

Obrigada pela aula Caresia, sem desmerecer nossos outros mestres, mas sem duvida nenhuma sua aula tem tido grande influencia nessa minha construção, e na construção de um outro, que está por vir.
Obrigada meus companheiros de sala, o que tenho apenas pra dizer é : AMO VOCÊS!

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