quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Felicidade, Desejo, Satisfação, Saudade, Decepção, Pena, Ansiedade, Tranquilidade, Espera, Reencontro, Superação, Possibilidade, Carinho, Tentativas.


São palavras constantes em minha cabeça, nesses dias.
Tudo o que tenho feito é pra tentar ser um pouco mais feliz.
Bom dia!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem engolir

Eu fico completamente chateada com alguns jovens de hoje em dia.
Lógico, esperamos muito de nós, jovens. Outros também esperam... e esperar algo de alguém, nunca foi uma boa coisa.
Mais uma vez, eu afirmo que não sou dona da verdade... mas aqui, no meu blog, eu falo o que penso e não penso em mais ninguém pra escrever aqui, até porque, nunca dei nome aos bois.

Esses dias fiquei extremamente incomodada com a posição de alguns jovens na universidade a qual estudo. Tudo bem, tudo bem... é faculdade, e é claro que temos que ter os momentos que só temos quando fazemos faculdade...mas, existem limites.
Lembro-me, que me expressei da seguinte forma no facebook:
"Faculdade particular não é sinônimo de Oba Oba. Curso de artes não é argumento pra desculpa de se estar fazendo uma faculdade. Igual escola pública e escola privada. Quem faz a universidade somos nós, independentemente que forma seja. Existem profissionais ali,e gente INTERESSADA a aprender o máximo possível. " E eu apenas vim aqui, confirmar.
Acho lastimável ver jovens desprezando da nossa arte, e encarando todo o nosso rico processo de aprendizado como mera desculpa pra sair da casa e ser ter mais liberdade, pois "está fazendo faculdade" Não adianta! Pode até ser que eu esteja me colocando mal.. mas não estou 100% errada.. pois é essa expressão que tenho visto com frequência...
Não tenho o que fazer, tenho é que aprender a conviver.Apenas expresso minha decepção com tais pessoas que ainda acham que ser artista é sinônimo de anarquia e de vadiagem... e que pensa... PENSA em estar fazendo alguma arte com isso.

Fica aqui isso que estava entalado na garganta.. uma boa noite!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sensações

Era como se ela estivesse parada e tudo girasse ao seu redor.
De repente as luzes se apagaram, e a unica que permaneceu foi aquela luz baixa, daquelas que deixa qualquer lugar em clima de louge. Pessoas começaram a surgir, e ela estava ali, parada com tudo girando ao seu redor.
Tal garota nunca foi de focalizar sua atenção em pernas, braços, cabelos, bunda, sorrisos, dinheiro, carro ou seja lá o que for de qualquer pessoa. Mas, algo sempre a chamou muita atenção: os olhos. Ela procurava por olhares diferentes, olhares que falassem por si só, mas ali, nada disso encontrou. Sentou-se distante, parou pra observar.
Parada e quieta, começou a notar certas distorções naquele ambiente, os transeuntes que por ali passavam tornaram-se manchas. Manchas coloridas, negras, umas rápidas outras absurdamente lentas. Um pouco antes, sua audição podia detectar ruídos de copos que se batiam, passos, conversas, risadas, cochichos... mas, sem que ela notasse, sua audição perdeu a sensibilidade e tudo se tornou um imenso e irritante barulho.
Sua boca começou a secar, as poucas salivas que por ali estavam se tornaram amargas. "Água, Água!" - sua mente gritou, mas por alguma razão, que nem ela mesma sabia o porque, ela estava atada de pé e mãos, intacta, inerente.
Seus olhos piscavam com mais frequência e com força, minutos depois até eles cansaram e permaneceram cerrados. Uma dor de cabeça começou a incomoda-la, mas ela ainda estava inércia. Precisava de ajuda.

Talvez, tudo não passasse de uma criação sua, "Você fantasia demais as coisas" - já dizia sua mãe, mas e daí?
Precisava de ajuda, precisava de remédio e não qualquer remédio comum. Aliás, era o comum que a deixou nesse estado. Eram aqueles olhares mesquinhos, toscos, fúteis, carregados de ambição e egoísmo que a deixavam inerente, olhares que nunca brilharam, mas que ofuscavam e escureciam ainda mais o ambiente. Disso, ela não precisava.

Nauseada.
Parecia que estava ali há horas. Precisava de um antídoto.
Sua cabeça girava e doía, seus olhos pouco viam, seus ouvidos quase nada ouviam, sua mente gritava junto com aquele barulho infernal, sua boca amarga transmitia a sensação que não bebia nada a dias.

Estava desistindo, remédio ali nenhum havia.
Seu suspiro de desistência foi forte, e sem hesitar, seus olhos se abriram e detectaram algo diferente: Um par de olhos que vinham lá de longe.
Olhar diferente, que brilhava, que mostrava certo cansaço, mas abundancia de felicidade. A qualquer pessoa normal, aqueles olhos seriam outros desses comuns, mas ela sabia observar, sabia que aqueles olhos não passar desapercebidos.
Cada vez mais próximos, a cada movimentação desse olhar era como se um sintoma de sua "náusea" deixasse de existir.
Um passo, tudo parou de girar
Outro passo, seus olhos outra vez voltaram a enxergar com nitidez
Mais um passo, sua audição era sensível outra vez
Mais outro, sua cabeça estranhamente parou de doer
Se viu dessa vez, desatada de pés e mãos. E aqueles olhos, os quais não sabia a quem pertencia, ainda chamavam a sua atenção e estavam perto, mas não o suficiente. Os dela em uma mesa, os dele em um balcão.
De que importa? "Aqueles olhos falam, vou responder-lhes." - disse a si mesma.
Bruscamente se levantou, qual seria a desculpa ideal para interrogar um olhar tão interessante? Bem, sua boca ainda estava amarga, ela precisava de água.
Talvez essa não fosse a desculpa ideal a qual ela buscava para se aproximar, mas era uma boa desculpa. Ela sabia que aquele olhar que foi o antídoto pra tantos sintomas, com certeza não iria deixar de ser também a água que sua boca iria beber. Ela poderia encontrar naquele par de olhos mais do que precisava, ou procurava. Mas aquele brilho pra ela bastava, a diferença desses olhos entre tantos outros, já saturava suas buscas.
O suspiro agora foi de alívio: "Ainda bem que nem tudo é igual"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

São 3 horas da manhã e eu vim aqui me fazer uma promessa.
Adianto já que não vai ser fácil pra mim, aliás, quando o assunto gira em torno do nosso ponto fraco, nada é fácil. Não é fácil mas é preciso.
Aqui, perante eu e eu mesma, prometo que vou te deixar deixar livre e deixar meu pensamento livre. É isso, prometo que meus passos não te seguirão nem de longe, meus olhos não estarão com os seus e muito menos meus pensamentos. Preciso deles aqui comigo.
Não é agir por livre e espontânea vontade, é fazer o que precisa ser feito, fazer como você, que tanto jurou que me amava e que me faz pensar que se afastar da minha vida foi tarefa fácil.
É te copiar, é deixar de sonhar, deixar de fazer planos pra nós e viver o que tem de ser vivido, como sempre foi pra ser e não ousar mais .. não, com você.
É não precisar mais sentir que você estampa sua atual felicidade como se fosse uma bela placa com sua mensagem sutil pra mim, é esquecer.

Dolorosa missão, mas preciosa será.
Será melhor pra mim.