domingo, 11 de setembro de 2011

Carta a alguém que eu nunca tive..

Peito apertado, sufocado, pedindo pra escrever.

Fechei meus olhos por alguns momentos enquanto escutava uma canção. Três minutos pareceram horas, três minutos suficientes pra eu ver um filme, cenas de algo que nunca aconteceu.
Eu via você de longe cumprindo seus afazeres, vivendo seu cotidiano.
Te via andando pela rua, limpando a casa, trocando a roupa, saindo com os amigos, trabalhando, dormindo...
Você que não é acostumada com o frio, nota com exatidão um vento estranho entrando pela janela. O que é isso? Afinal, aqui pouco se sente o frio.
Volta a dormir.
Eu era o vento e de repente me sentei em qualquer cadeira que estava por ali apenas pra te observar e mais nada a fazer (talvez porque eu não pudesse). Você virava de um lado pro outro várias vezes, era agonizante, talvez fosse aquele frio em momento importuno.
Eu me levantei e você puxou a coberta, o frio era maior.
Sentei na beira da sua cama, mantendo uma certa distancia, me preocupando em ser a razão do teu devaneio e comecei a cantar bem baixo uma canção de ninar, dessas que se aprende com a mãe, com a avó, no meu caso, com a minha tia..
"Mãezinha do céu eu não sei rezar..." - eu cantava sem parar apenas a melodia e você foi se aquietando, me passando tranquilidade. Me aproximei.
Te olhei por um bom tempo, até os poros do seu rosto observei, nunca te vi tão bonita.

Olhei pra janela e os primeiros indícios do sol apontavam, era como se eles me chamassem pra voltar pra casa. Eu tinha tempo, pouco tempo. O que eu poderia te dizer?
Passei a mão sob seu rosto, e depois no teu cabelo, você se mexeu com leveza.
De dentro de mim uma canção tão escutada, mas nunca sentida, tomou meu coração e me fez cantar: "No meu coração, você vai sempre estar, o meu amor contigo vai seguir. No meu coração, aonde quer que eu vá, você vai sempre estar aqui. Basta fechar os olhos, é só fechar os olhos, vou estar... aqui."

Você abriu os olhos e algo me puxou pra fora e eu abri os olhos aqui.
Esta é a condição, apenas feche os olhos.
Feche os olhos, abra as janelas, talvez exista um porque do frio repentino em um lugar aonde o calor é constante.


Boa noite!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Hoje, uma coisa muito legal aconteceu.

Quando alguém faz teatro, ou melhor, quando alguém estuda teatro, acaba perdendo aos poucos aquela sensibilidade que se tinha ao assistir os espetáculos. Perde-se aquela coisa de achar tudo bonito, tudo certo, tudo lindo... e espetáculos bons, passam a ser raros...
Entra dentro de nós um pequeno vírus, um vírus chamado: crítico.

Bom, que faz teatro ou já fez, vai me entender.
Isso, de certo modo é bom... acabo sempre aprendendo com isso.
O lado ruim é que esse vírus impregna, e depois de um certo tempo, é difícil estarmos abertos a todas informações que serão mandadas pelo palco, sem questionar ou criticar.
Eu sinto falta dessa minha ingenuidade perante o teatro.
Fazia tempo que eu não assistia algo sem dar ao menos uma pitada de crítica. Ás vezes chega até ser sem querer..

Hoje, uma coisa muito legal aconteceu.

Acredito que esse vírus tirou uma folga. Hoje me vi aberta outra vez para as informações que foram ditas naquela sala preta cheia de folhas secas...
Que delícia sorrir e sentir os olhos lagrimejados ao ver uma cena... rir de verdade com a situação do personagem, que quase sou eu... e não de algum erro técnico do ator..
Que delícia estar aberta outra vez pra esse turbilhão de sensações.
Que delícia voltar pra casa com essa sensação boa no peito... ser apenas uma mera espectadora, amante do teatro e de tudo o que ele faz conosco, meros seres humanos.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Felicidade, Desejo, Satisfação, Saudade, Decepção, Pena, Ansiedade, Tranquilidade, Espera, Reencontro, Superação, Possibilidade, Carinho, Tentativas.


São palavras constantes em minha cabeça, nesses dias.
Tudo o que tenho feito é pra tentar ser um pouco mais feliz.
Bom dia!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem engolir

Eu fico completamente chateada com alguns jovens de hoje em dia.
Lógico, esperamos muito de nós, jovens. Outros também esperam... e esperar algo de alguém, nunca foi uma boa coisa.
Mais uma vez, eu afirmo que não sou dona da verdade... mas aqui, no meu blog, eu falo o que penso e não penso em mais ninguém pra escrever aqui, até porque, nunca dei nome aos bois.

Esses dias fiquei extremamente incomodada com a posição de alguns jovens na universidade a qual estudo. Tudo bem, tudo bem... é faculdade, e é claro que temos que ter os momentos que só temos quando fazemos faculdade...mas, existem limites.
Lembro-me, que me expressei da seguinte forma no facebook:
"Faculdade particular não é sinônimo de Oba Oba. Curso de artes não é argumento pra desculpa de se estar fazendo uma faculdade. Igual escola pública e escola privada. Quem faz a universidade somos nós, independentemente que forma seja. Existem profissionais ali,e gente INTERESSADA a aprender o máximo possível. " E eu apenas vim aqui, confirmar.
Acho lastimável ver jovens desprezando da nossa arte, e encarando todo o nosso rico processo de aprendizado como mera desculpa pra sair da casa e ser ter mais liberdade, pois "está fazendo faculdade" Não adianta! Pode até ser que eu esteja me colocando mal.. mas não estou 100% errada.. pois é essa expressão que tenho visto com frequência...
Não tenho o que fazer, tenho é que aprender a conviver.Apenas expresso minha decepção com tais pessoas que ainda acham que ser artista é sinônimo de anarquia e de vadiagem... e que pensa... PENSA em estar fazendo alguma arte com isso.

Fica aqui isso que estava entalado na garganta.. uma boa noite!