domingo, 13 de março de 2011

Vou passar uns dias lá na lua..

Olá pessoas.
Hoje é domingo, e eu estou vivendo um momento muito legal na minha vida.
Finalmente consegui ver minhas amigas e saciar pelo menos um pouco de tanta saudade. Falei, ouvi, ri, contei e fiquei sabendo, madruguei e acordei para meus novos fins de semana.
O tal do momento muito legal é que agora além de fazer aquilo que eu gosto, eu ensino aquilo que eu sei, sobre o que eu gosto, no caso, o teatro. Comecei no sábado uma jornada, que espero em Deus que dure por três anos e realmente espero que tudo aconteça da forma que tem que acontecer e que eu veja o teatro mudando as pessoas e a sociedade em que vivem.

Hoje é domingo, e eu não estou aqui somente pra falar desse momento legal da minha vida, mas também para me fazer uma auto-promessa.
Eu nunca achei que me doaria tanto por um amor, que esqueceria de mim e até dos meus princípios por alguém que escapou entre meus dedos, por uma falta de cuidado inconsciente da minha parte. Mas me doei e me esqueci.Me esqueci  ao ponto de implorar pra ter de volta algo perdido. Mas minhas súplicas de pouco adiantaram e não trouxeram para o meu presente, o passado que eu queria reviver.
Dizem que a melhor maneira de se encontrar, é se perdendo em benefício dos outros, mas é claro que é verdade. Quem não se encontra depois de tanto quebrar a cara? Se perder em benefício dos outros pra mim é tombo na certa, e como eu não sinto prazer na dor, eu me encontro mesmo. Chega.
Então, perante a minha audiência, e diante de algumas promessas, já que agora que o ano começa, prometo-me me encontrar me perdendo para o meu auto benefício, e que eu seja egoísta mais uma vez, porque da ultima, deu certo. A unica coisa verídica em "vale tudo pelo amor" é que quando quebramos a cara, aprendemos com os machucados, e eles acabam valendo a pena, pois deixam cicatrizes que nos impedem de cometer o mesmo erro.
Prometo-me e diante disso, assino a lista das possíveis consequencias que essa escolha pode me trazer.  É tudo ou nada agora, é respirar fundo , engolir o choro e dizer: é para o meu bem.


Beijinhos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Falam seus olhos... vou responder-lhes!

Acredito que hoje vivi uma experiência, nunca vivida. Apenas, vista.
Experiência daquelas, que conhecia apenas de ouvir, pela boca de outros que compartilhavam os resultados, e nunca de ser sentida, por mim.

Nossos olhos dizem muita coisa, dizem por nós, independem das palavras, quando necessário. E é exatamente nessa indepedencia de olhos e palavras que quero chegar.
Eu me considerei uma boa observadora. Bom, continuo observadora, mas não me considero mais a "boa" pois deixei passar um pequeno detalhe, que por ser pequeno, acredito eu, não foi visto.

Já me apaixonei.
Me apaixonei ao ponto de querer dar a vida a esse outro alguém, que de uma maneira ou outra, eu achava que me completava. Me apaixonei ao ponto de muitas coisas, muitas loucuras, loucuras das quais até hoje, quando penso nelas, comento: não acredito que fui capaz.
Eu só me assistia por dentro, só via aquilo que o meu coração ou a emoção me mostrava. Só via aquilo que eu queria ver.
Resumindo, estéticamente, uma garota, adolecente, apaixonada. E como sabem, uma garota apaixonada não é uma garota apaixonada, sem suas palavras exageradamente mergulhadas num pote de mel, ditas como se aquela pessoa fosse seu primeiro e único amor.
"Amor da minha vida" , "Razão do meu viver" , "Tudo pra mim" são algumas das frases das mais usadas para declarar dependencia (ou então como uma forma de dizer: Ei, to comendo na sua mão, implicitamente é claro, rs) até o "amor" acabar..
Dor, tristeza, rios e rios de lágrimas, falta de credibilidade em si mesma .. tudo isso e mais um pouco acontece nesse intervalo de fim e começo. E quando menos esperamos, lá estamos nós, garotas, apaixonadas, por outro alguém, por outro "amor da minha vida".

Quem nunca se viu nessa situação, independente se é homem ou mulher, que atire a primeira pedra.
Hoje depois de tantos amores, consegui perceber que a boca fala demais, e o olhar fala pouco, mas é preciso. O que sei sobre o amor? O que você sabe sobre o amor?
Tudo o que temos são experiencias que nunca são as mesmas e que sempre mudam o nosso ponto de vista sobre esse sentimento. Tudo o que temos, é nada.
E se você pudesse estar frente a frente com quem você "ama" nesse momento? Se pudesse apenas olhar e não dizer, tocar e não dizer. Mais além: e se aquele momento fosse seu ultimo com essa pessoa?
Hoje eu pude chegar no prólogo daquilo que chamo de amor. E se algum dia você já olhou nos olhos de alguém e conseguiu enxergar nesses olhos emprestados, os olhos de quem se ama, parabéns, você sabe do que eu estou falando. Você, como eu, sabe, que todas as palavras que ali poderiam ser ditas, seriam desnecessárias e perigosas e que tudo aquilo que você precisaria, você encontraria nesse olhar. Uma palavra estragaria a sensação e a veracidade do momento.
Uma palavra.
Deixo a conclusão com vocês, caros leitores. O que seria um olhar apaixonado? Um olhar preciso ou um olhar desvio? E a palavra? Aliada ou Rival do olhar?
Não me arrisco. Como já disse, eu não sei o que é o amor, apesar de já ter "amado" tantas vezes.. a unica coisa que sei e senti hoje é que pude enxergar, uma pessoa nos olhos de outra, e que ali estava toda a minha verdade, naquele silencio estava a minha verdade, e que qualquer palavra ali, seria completamente devastadora.

Começo a acreditar na Clarice quando ela diz  que, não basta mesmo entender o que se passa "lá fora" e sim o que se passa dentro de mim, dentro de nós.
Boa noite, queridos leitores.

terça-feira, 8 de março de 2011

Bipolaridades

Hoje, meu dia continuou sendo agradável.
Eu e eu mesma, até tinha me esquecido um pouco da sensação de como é se fazer companhia.
Nessa de fazer sala a si própria, acabei percebendo o que muita gente já deve ter percebido: meus jeitos aparecendo e mundando conforme a música mudava na playlist.
Mas não é?
Uma música, eu penso na minha vida ... outra, eu mando todo mundo se fuder. Mais outra e eu me vejo apaixonada, outra e eu me lembro dos amores antigos, outra e eu estou completamente feliz, outra e eu estou completamente triste, outra, outra, outra, outra .. ufa! Quantos sentimentos numa pancada só.
Cada música um sentimento, um lugar, um alguém, um tempo.
Chguei a uma conclusão, que a música, nesses dias frios em que não se tem o que fazer é culpada por 50% ou até um pouquinho mais, pehttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1383477321187488180lo nosso estado emocional. Pra me convencer, coloquei uma música que me lembrava alguém, e ouvi.. reouvi, e relembrei..
Depois disso, coloquei outra música, uma mais animada .. e quando me vi, cade as recordações de 10 minutos atrás e as quase lágrimas? Pensei comigo: não posso ser tão falsa comigo mesma..
Mas, a questão não é ser falsa. A questão é que eu, eu Thaís, em relação a música sou extremamente frágil e vulnerável, me deixo levar.. e me levo mesmo. E dúvido que eu seja a única no mundo com tal vulnerabilidade.
Encontrei então a causa de algumas dores e o remédio pra elas e percebi que muitas vezes eu fico na "deprê" porque eu provoco, cutuco. Sem vergonhisse, mesmo.
 Legal isso, de poder "escolher" como ficarei a daqui 3 minutos, na próxima musica, haha.

Ignore minhas tagarelisses e foque somente em uma coisa : Você é e sente aquilo que você permite ser e sentir. Você pode sim dar um basta naquilo que não te faz bem e dar o sinal verde pra aquilo que te permite ser quem você é, te permite ser feliz.
Então, coloque sua playlist pra tocar e não, não tenha medo de pular AQUELA música. Pelo menos não agora, enquanto ela te faz chorar. Coloque um funk, um samba, pagode, axé.rock .. enfim. MUDE. Você merece... eu mereço ;)

Beijinhos.

domingo, 6 de março de 2011

Eterna esfinge...

Minha mãe sempre me disse que sou teimosa. E eu sempre discordei.
Quando se existe uma coisa dentro de nós, a qual chamamos de "Ego", não vemos nossos defeitos, é como se estivéssemos cegos de nós mesmos, é como se soubesse-mos da nossa lepra, mas ignorásse-mos o fato e seguísse-mos á diante.
A teimosia pra mim sempre foi figurada, teimosia relativa á aquelas das crianças, da birra, da pirraça, mas nunca, nunca mesmo a teimosia de não aceitar os fatos.
Não aceitar que certas coisas passaram, que certos momentos foram lindos antes, mas hoje não existem, que certas pessoas se foram, que o destino agora é esse.
A segunda fase da teimosia, assim coloco eu.
A teimosia da Thaís de agora e não a de antes... quem dera a de antes, fosse a de hoje, seria muito mais fácil lidar com ela, mas infelizmente a vida não é decrescente.
E até isso eu custo a aceitar.
Eis aí o meu grande desafio, o de aceitar as coisas como elas são agora e não como elas foram antes. Muita coisa "se perde", pouca coisa disso nos resta, e quase nada trazemos de volta e migalhas, migalhas minúsculas de tudo, se reaproveita.
Eu caminho para o progresso, até tenho sucesso, mas sempre volto de onde saí. Ás vezes no mesmo lugar, outras um pouco a frente, o importante é que eu caminho, estou caminhando e não desisto.
Chega uma hora que é vagabundisse minha, me acomodar com o que já se foi, sabendo que tem muito mais pela frente, mas aí entra outra questão, entra o medo. E dele, hoje, eu não quero falar.
Concluo e me alegro, pois ainda existe um pedaço de mim que muita gente não conhece, e que até eu mesma não conhecia e me surpreendo a cada vez que esse ser escondido em mim, resurge. Guardo-me pra mim, desse outro ser, dessa outra parte minha que reside lá longe, ninguém, a não ser eu mesma precisa saber.
Basto-me com minhas dores e com as minhas delícias, com as minhas perdas e com meus ganhos e aceito-me. Pois pra mim a aceitação é o primeiro passo para um longo caminho que ainda virá.


Beijos, leitores.