Acredito que recebi GRANDE influencia do que tenho lido ultimamente: NELSON RODRIGUES.
Por isso, meus personagens mórbidos, expurgando alguma raiva contida dentro de mim, hahahahha
“Nós”
(Fim de tarde, as cortinas da sala deixam o ambiente escuro. Telma está
de costas, apoiada em uma escrivaninha. Jorge entra e lentamente vai até ela)
JORGE – (andando lentamente até Telma) Por que é
que você me chamou aqui, Telma?
TELMA – (ainda de costas) Saudade ora...
JORGE – (Para no meio da sala e a observa) Saudades? (Indignado) Você me liga desesperada, me tira de casa e vem me dizer que me chamou por saudades? (Telma não responde) Telma, vem cá... Quando é que você vai entender que entre nós dois não existe mais nada?
TELMA – (calma) Se não existe, por que é que veio?
JORGE – (estranhando o comportamento de Telma) Já disse... Por causa do teu desespero... Você não tem a ninguém... Tive pena.
TELMA – (lentamente vai virando de frente para Jorge) Certeza Jorge querido? Certeza que não tem um pingo de importância comigo misturada nessa tua pena?
JORGE – (Jorge ao ver Telma se virando, recua lentamente para trás) Telma... Ou você me diz de vez o que quer, ou eu volto já pra casa e não coloco mais os pés aqui.
TELMA – (com a aparência doce, sorri para o ex-marido e o encara) Tranquilize-se Jorge... Quer uma bebida? (Jorge não responde) A saudade realmente é balela... E esse desespero todo é porque realmente existe algo entre nós... E isso precisa acabar.
JORGE – (ainda recuando, assustado) Acabar pra você Telma... Pra mim já acabou há muito tempo...
TELMA – (respira fundo e ajeita os cabelos) Luciana não é? Foi ela quem te mudou assim, de repente... (Jorge consente com a cabeça) Pois bem, Luciana faz parte do “nós”.
JORGE – Não estou entendendo Telma!
TELMA – (se aproxima de Jorge e o prende na parede, ao mesmo momento que fala, acaricia o rosto do ex- marido) Simples meu bem... Eu sei que você ainda me quer. Sei que me deseja (leva a mão de Jorge para passear em seu corpo) Mas também sei que o dinheiro de Luciana chamou muito mais a sua atenção do que o corpo magro da riquinha...
JORGE – (tentando se controlar ao sentir o corpo de Telma, gagueja) É mentira Telma... Me deixa sair daqui vai...
TELMA – (sorri agradável, lentamente vai subindo a mão pelo peito de Jorge) Não é mentira não e você sabe... Olhe bem pra mim Jorge, te conheço! De bobo, você não tem nada.
JORGE – (se excita um pouco com a carícia de Telma, mas revida) O sujo falando do mal lavado! Você também é interesseira Telma. Nunca ficou com alguém por amor... E sim por interesse. Só não sei o que você viu em mim, que não tenho um puto...
TELMA - (sorri, olha pra Jorge com desejo) Você é gostoso Jorge... Um poço que sacia meus desejos carnais, e apenas isso. Mas, pra minha surpresa, acabou sendo mais útil do que esperava. Luciana é linda... Linda e rica... (Telma volta a acariciar Jorge, agora descendo sua mão até calça de Jorge)
JORGE – (tentando se conter, tem medo e ao mesmo tempo desejo) E o que tem isso mulher? Te juro que agora é sério... Eu não sou mais o Jorge que você conheceu... (gaguejando, inseguro) Eu mudei...
TELMA – (prendendo Jorge na parede com mais força) Chega gostosão... Não te chamei aqui pra você me convencer se mudou ou não, isso, pouco me importa. Acontece meu amor, que nós dois, somos farinha do mesmo saco... A diferença é que quem sempre saiu perdendo nas nossas histórias, fui eu. Mas isso vai mudar e vai mudar é já...
JORGE – (tentando se soltar, respirando forte) Telma... Eu não estou entendendo, aonde você quer chegar?
TELMA – (lentamente, vai puxando um canivete de dentro de sua calça sem quem Jorge perceba e volta a acariciar o peito do ex-marido, com a outra mão. Sua voz a princípio é suave, mas conforme fala, sua voz fica agressiva e explode) Tão gostoso, mas tão lerdinho... Deixa que a sua ex-mulherzinha te explica as coisas. Lembra quando eu te disse que te chamei pra acabar com o que existe entre “nós”. Você é o que existe entre “nós” Jorge. Entre mim e Luciana. Você é o que está atrasando minha vida, meus planos e é com você que eu vou acabar. Eu vou tirar de você, tudo o que você não me deixou ganhar um dia, seu malandro! Tudo! E vai começar com a sua vida, depois com Luciana e depois com todo o dinheiro que ela com tanto amor pelo “papai” possui.
JORGE – (encara Telma, desesperado) Impossível! Luciana jamais acreditaria em você.
TELMA – (sorri descaradamente, preparando o canivete) Aí é que você se engana gostosinho... Ela não só acreditou na historinha do “ladrãozinho que a usou só pra roubar seu dinheiro”, quanto também ficou desamparada, desiludida e decidiu se arriscar numa aventura com a sua mulherzinha aqui. (ri)
JORGE – (explode com raiva, encarando Telma) Aproveitadora! Você não vale o prato que come Telma. Me tira daqui, se não eu quebro tua cara!
TELMA – (sorrindo, doce) Tarde demais boy... Eu sou mulher de palavra. Não era isso que você queria? Acabar com o que existe entre “nós”, pois bem. O empecilho é você Jorge, você! (apunhala o canivete no peito de Jorge. Telma ri histérica e sombria. Jorge desfalece aos poucos até cair no chão. Telma guarda o canivete dentro da calça, vai até o telefone e disca. Jorge que aos poucos agoniza, ainda consegue ouvir a ligação)
TELMA – (encarando Jorge no chão, sorrindo, enquanto fala ao telefone) Alô? Oi Linda, sou eu, Telma. Como vai? Eu tenho novidades! Lembra daquele cara que te falei? Isso! Esse mesmo! Pois bem, ele me chamou hoje a tarde pra conversarmos e de uma vez por todas eu decidi acabar com o que existia entre “nós”. Não, não foi tão difícil... Foi até mais fácil do que pensei. Claro! Logo você também esquece daquele ladrão filha da mãe que te iludiu .Eu prometo ele não vai mais ser empecilho pra gente! E então? Te pego as 20h na sua casa? Fechado! Até mais tarde linda.
(Telma desliga o telefone, olha pra Jorge que ainda agoniza, pisca e gesticula com os lábios “bye-bye”).
TELMA – (ainda de costas) Saudade ora...
JORGE – (Para no meio da sala e a observa) Saudades? (Indignado) Você me liga desesperada, me tira de casa e vem me dizer que me chamou por saudades? (Telma não responde) Telma, vem cá... Quando é que você vai entender que entre nós dois não existe mais nada?
TELMA – (calma) Se não existe, por que é que veio?
JORGE – (estranhando o comportamento de Telma) Já disse... Por causa do teu desespero... Você não tem a ninguém... Tive pena.
TELMA – (lentamente vai virando de frente para Jorge) Certeza Jorge querido? Certeza que não tem um pingo de importância comigo misturada nessa tua pena?
JORGE – (Jorge ao ver Telma se virando, recua lentamente para trás) Telma... Ou você me diz de vez o que quer, ou eu volto já pra casa e não coloco mais os pés aqui.
TELMA – (com a aparência doce, sorri para o ex-marido e o encara) Tranquilize-se Jorge... Quer uma bebida? (Jorge não responde) A saudade realmente é balela... E esse desespero todo é porque realmente existe algo entre nós... E isso precisa acabar.
JORGE – (ainda recuando, assustado) Acabar pra você Telma... Pra mim já acabou há muito tempo...
TELMA – (respira fundo e ajeita os cabelos) Luciana não é? Foi ela quem te mudou assim, de repente... (Jorge consente com a cabeça) Pois bem, Luciana faz parte do “nós”.
JORGE – Não estou entendendo Telma!
TELMA – (se aproxima de Jorge e o prende na parede, ao mesmo momento que fala, acaricia o rosto do ex- marido) Simples meu bem... Eu sei que você ainda me quer. Sei que me deseja (leva a mão de Jorge para passear em seu corpo) Mas também sei que o dinheiro de Luciana chamou muito mais a sua atenção do que o corpo magro da riquinha...
JORGE – (tentando se controlar ao sentir o corpo de Telma, gagueja) É mentira Telma... Me deixa sair daqui vai...
TELMA – (sorri agradável, lentamente vai subindo a mão pelo peito de Jorge) Não é mentira não e você sabe... Olhe bem pra mim Jorge, te conheço! De bobo, você não tem nada.
JORGE – (se excita um pouco com a carícia de Telma, mas revida) O sujo falando do mal lavado! Você também é interesseira Telma. Nunca ficou com alguém por amor... E sim por interesse. Só não sei o que você viu em mim, que não tenho um puto...
TELMA - (sorri, olha pra Jorge com desejo) Você é gostoso Jorge... Um poço que sacia meus desejos carnais, e apenas isso. Mas, pra minha surpresa, acabou sendo mais útil do que esperava. Luciana é linda... Linda e rica... (Telma volta a acariciar Jorge, agora descendo sua mão até calça de Jorge)
JORGE – (tentando se conter, tem medo e ao mesmo tempo desejo) E o que tem isso mulher? Te juro que agora é sério... Eu não sou mais o Jorge que você conheceu... (gaguejando, inseguro) Eu mudei...
TELMA – (prendendo Jorge na parede com mais força) Chega gostosão... Não te chamei aqui pra você me convencer se mudou ou não, isso, pouco me importa. Acontece meu amor, que nós dois, somos farinha do mesmo saco... A diferença é que quem sempre saiu perdendo nas nossas histórias, fui eu. Mas isso vai mudar e vai mudar é já...
JORGE – (tentando se soltar, respirando forte) Telma... Eu não estou entendendo, aonde você quer chegar?
TELMA – (lentamente, vai puxando um canivete de dentro de sua calça sem quem Jorge perceba e volta a acariciar o peito do ex-marido, com a outra mão. Sua voz a princípio é suave, mas conforme fala, sua voz fica agressiva e explode) Tão gostoso, mas tão lerdinho... Deixa que a sua ex-mulherzinha te explica as coisas. Lembra quando eu te disse que te chamei pra acabar com o que existe entre “nós”. Você é o que existe entre “nós” Jorge. Entre mim e Luciana. Você é o que está atrasando minha vida, meus planos e é com você que eu vou acabar. Eu vou tirar de você, tudo o que você não me deixou ganhar um dia, seu malandro! Tudo! E vai começar com a sua vida, depois com Luciana e depois com todo o dinheiro que ela com tanto amor pelo “papai” possui.
JORGE – (encara Telma, desesperado) Impossível! Luciana jamais acreditaria em você.
TELMA – (sorri descaradamente, preparando o canivete) Aí é que você se engana gostosinho... Ela não só acreditou na historinha do “ladrãozinho que a usou só pra roubar seu dinheiro”, quanto também ficou desamparada, desiludida e decidiu se arriscar numa aventura com a sua mulherzinha aqui. (ri)
JORGE – (explode com raiva, encarando Telma) Aproveitadora! Você não vale o prato que come Telma. Me tira daqui, se não eu quebro tua cara!
TELMA – (sorrindo, doce) Tarde demais boy... Eu sou mulher de palavra. Não era isso que você queria? Acabar com o que existe entre “nós”, pois bem. O empecilho é você Jorge, você! (apunhala o canivete no peito de Jorge. Telma ri histérica e sombria. Jorge desfalece aos poucos até cair no chão. Telma guarda o canivete dentro da calça, vai até o telefone e disca. Jorge que aos poucos agoniza, ainda consegue ouvir a ligação)
TELMA – (encarando Jorge no chão, sorrindo, enquanto fala ao telefone) Alô? Oi Linda, sou eu, Telma. Como vai? Eu tenho novidades! Lembra daquele cara que te falei? Isso! Esse mesmo! Pois bem, ele me chamou hoje a tarde pra conversarmos e de uma vez por todas eu decidi acabar com o que existia entre “nós”. Não, não foi tão difícil... Foi até mais fácil do que pensei. Claro! Logo você também esquece daquele ladrão filha da mãe que te iludiu .Eu prometo ele não vai mais ser empecilho pra gente! E então? Te pego as 20h na sua casa? Fechado! Até mais tarde linda.
(Telma desliga o telefone, olha pra Jorge que ainda agoniza, pisca e gesticula com os lábios “bye-bye”).
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